sábado, 28 de fevereiro de 2009

Nova ortografia - Por Michele Lelles / Rio de Janeiro
2009 é o Ano a Reforma Ortográfica.

Em casos como AUTOESTIMA o hífen cai. A sua que não pode cair.

Em algumas palavras, o acento desaparece, como em FEIURA. Aliás, poderia desaparecer a palavra toda.

O acento também cai em IDEIA, só que dela a gente precisa. E muito!

O trema sumiu em todas as palavras, como em INCONSEQUÊNCIA, que também poderia sumir do mapa. Assim a gente ia viver com mais TRANQUILIDADE.

Mas nem tudo vai mudar.

ABRAÇO continua igual. E quanto mais apertado, melhor.

AMIZADE ainda é com "Z", como VIZINHO, FUTEBOLZINHO, BARZINHO.

Expressões como "EU TE AMO", continuam precisando de ponto. Se for de exclamação, é PAIXÃO, que continua com "X", como ABACAXI, que gostando ou não, a gente ainda vai ter alguns para descascar.

SOLITÁRIO ainda tem acento, como SOLIDÁRIO, que muda só uma letra, mas faz uma enorme diferença.

CONSCIÊNCIA ainda é com SC, como SANTA CATARINA, que precisa tocar a VIDA para frente. E por falar em VIDA, bom essa muda o tempo todo, e é por isso que emociona tanto ! ! !

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

TV Diário via satélite sai do ar - Por Carlos Moreira / Ipueiras


O acontecimento mais triste deste Carnaval 2009: a TV Diário via satélite saiu do ar.

Os donos da Globo obrigaram o Sistema Verdes Mares a tirar do ar a TV Diário via satélite. Será realmente que vivemos numa democracia? Será que a Rede Globo estava com medo da TV Diário? Aqui não vamos questionar a qualidade da programação da “Rede” Diário, mas sim a democracia que não vemos nos meios de comunicações do Brasil.

O caso se assemelha ao da Amazon Sat (canal de Manaus-AM) que também saiu do ar pelos mesmo motivos que agora batem na porta da TV Diário (a Rede Globo e o medo da concorrência de outras regiões do Brasil). A imposição da Rede Globo para que a TV Diário saísse imediatamente da transmissão do satélite foi fatal.

O Sistema Verdes Mares optou por continuar com as suas duas afiliadas da Rede Globo no Ceará (em Fortaleza e no Juazeiro do Norte), ao invés de levar adiante o projeto de crescimento da TV Diário (A ex-TV do Nordeste).

Um pesar esta decisão injusta, pois a TV Diário já estava basicamente consolidada como o registro televisivo contemporâneo de todo o Nordeste.

Quem dera se outro forte grupo de comunicação do Brasil comprasse a TV Diário e voltasse a liberar o sinal, transmitido direto de Fortaleza, para todo o Brasil, via satélite. A única a resistir em meio as intempéries sulistas televisivas.

Em prol da Vivacidade da diversidade na Televisão brasileira os Rastreadores de Impurezas colocam a disposição os contatos para todos os telespectadores da TV Diário, que estão se sentindo enganados, roubados, assaltados, do seu poder de decisão no controle remoto, poderem, de fato, reivindicarem os seus direitos de assistir via satélite a TV cearense em qualquer parte do Brasil.

Passe emails, telefone, cobre do seu deputado, e reivindique o seu direito de ver a única expressão televisiva vinda do Nordeste brasileiro – a TV Diário (canal 22). Dizer não as pressões e ameaças da Rede Globo para com a concorrência que vem de longe.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Foto do dia


Bloco Dadazão 2009

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Trio de 3 !?


Aroeira - O Dia (RJ)

Frase do dia
"Razões do estado - e não de Estado - impediram no domingo o acesso de jornalistas ao camarote do governo do Rio na Marques de Sapucaí."

De um publicitário paulista em tributo ao bom humor dos cariocas

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Foto do dia


Carnaval 2009 - Bloco Mió Kalá
Memoráveis Carnavais - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro


Foto do acervo de Edson Morais


Ipueiras nos bons tempos viveu, memoráveis carnavais. Carnavais esses, que eram prestigiados por uma sociedade festeira e bem participante.

Figuras renomadas, como: Seu Camaral e Simão Matos, ficaram eternizados na lembrança dos ipueirenses que durante muitos anos foram testemunhas das peraltices desses dois distintos foliões, nos carnavais de salão.

Ao primeiro: tam... tam, tam, tam, tam... tam, tam, tam....
Estavam lá os dois, seu Camaral, animado feito criança, puxando seus incansáveis cordões. E, Simãozinho dançando uma dança bem singular inventada por ele mesmo. Era a dança da cobrinha. Quem não ouviu Simão falar dessa dança?

Nós, meninas-moças, vestidas de havaianas com colares coloridos e roupas estampadas.Ou, fantasiadas de gregas. Vestido de laquê preto, um lado maior do que o outro, com alça apenas de um lado. Algumas se vestiam de índia , outras improvisavam fantasia e assim se apresentava a juventude sadia dos velhos tempos nos alegres bailes de carnaval na cidade de Ipueiras.

Nas tardes que antecediam os bailes carnavalescos, os rapazes começavam a beber cedo e improvisavam um carnaval de rua. Onde Maisena, araruta, talco e água, eram jogados nas pessoas que passavam, num autêntico mela-mela com direito a ovo e tudo. Num pinico zerado, eles colocavam cerveja e lingüiças e saiam bebendo e tirando o gosto rua à cima e rua a baixo, numa animação que contagiava a população da cidade que aos poucos ia se juntando aos foliões. Nesse time, Vavá, Moraisinho, Antônio Manoel, encabeçavam o bloco.

José Arimatéa Catunda, nosso Dedé, quebrava a rotina da Rádio Vale do Jatobá tocando marchinhas típicas de carnaval, como: Me da um dinheiro aí, Taí, Você pensa que cachaça é água, Bandeira Branca, Picolé de Cachaça e tantas outras, que agora me fogem a memória.

A cidade inteira entrava no clima, até vesperal para a criançada existia e era animada. Os adultos levavam as crianças e já aproveitavam para esquentar os motores para noite.

Sinto saudades dos antigos carnavais. Da animação, das marchinhas, das fantasias, dos blocos e do grande encontro social que nos oferecia o Carnaval de salão. Esse tipo de carnaval em Ipueiras, infelizmente, está morto e sepultado.

Um hábito antigo, conserva a cidade, na quarta feira após o carnaval, grande parte da população, que é católica, continua indo a igreja para receber cinzas.

Hoje, não só em Ipueiras, como em todo Brasil , a grande pedida, são os trios elétricos, que arrastam multidões com sua musica baiana, sufocando assim, as velhas e graciosas marchinhas e a beleza do frevo, e por que não dizer, enterrando de vez a beleza dos antigos Carnavais.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará.

Frase do dia
"O que nós precisamos é aprender a fazer oposição. Temos sido um fracasso neste quesito."

Senador Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Vou sair no bola preta - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro


Foi no carnaval passado,
Que você embriagado
Rasgou minha fantasia.
Eu fiquei amargurada,
Ressentida e chateada
Com mais essa covardia.

Jurei que no próximo ano
Sozinha sem desenganos
Noutro bloco eu sairia.
Durante um ano inteiro
Eu juntei o meu dinheiro
E fiz uma nova fantasia.

Cansei das tuas tretas
Aliei-me ao Bola Preta
Bloco que tem tradição.
Agora cheia de encanto,
Vestida de preto e branco
Vou sair em seu cordão.

Fique com sua cachaça
Aposte em suas arruaças
Que vou cuidar de mim.
Vá tocar o seu pandeiro
No bloco dos cachaceiros
Concentrado em botequim.

Dê asas a sua loucura,
No bloco da pinga pura,
Beba em minha intenção.
Pois vou sair bem contente
Arreganhando os dentes,
E atrás de nova paixão.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Política em tom maior - Por Marcondes Rosa de Sousa / Fortaleza
Política, entre nós, é vocábulo de várias faces. Desde a Grécia antiga, tem sido ela vista como a arte de bem governar, nascida com o próprio homem, que, por natureza, tem sido visto como animal político.

"Neste País", no entanto, ela se ostenta "coisa suja", ao toma-lá-dá-cá. Nessa linha, os dicionários registram-nos, a título de figuradas, acepções como "astúcia, ardil, artifício, esperteza" (Aurélio). E até os que, em nossa política, voltam os olhos para a utopia de um longo amanhecer, "para além do capital", convertem-na na hipérbole do "fora a política"...

Na Web, tento, coordenar discussões sobre nossa vida política, em tom maior. Obstáculos múltiplos. Desde a vacuidade dos bordões e das palavras-de-ordem de nossas facções, até a postura crescente dos muitos que se esquivam num "estou noutra", da indiferença e da abulia.

Nisso, me chega do economista Cláudio Ferreira Lima, o artigo "Os indiferentes", de Gramsci (1917) com o incentivo em tom de apresentação e socorro: "Para você, que sempre tem um lado, mas sabe respeitar os outros lados - até mesmo o dos indiferentes - e conviver bem com todos eles."

Gramsci, em "Os indiferentes", diz odiar a estes, e que "viver significa tomar partido". Indiferença, para ele, é "abulia, parasitismo, covardia, não é vida". Daí, seu ódio a quem não toma partido.

E aí, ocorre-me o Poema das Sete Faces, de Drummond, nosso poeta maior: "Quando nasci, um anjo torto/ desses que vivem na sombra/ disse: 'Vai, Carlos, ser gauche na vida". E o olhar à esquerda (gauche) aponta-nos amanhãs. Um amanhã, no entanto, sob a pauta dos versos:

"Mundo, mundo, vasto mundo/ Se eu me chamasse Raimundo/ seria uma rima, não seria uma solução./ Mundo, mundo, vasto mundo,/ mais vasto é meu coração".

Solução, o olhar mais alto que todos esperam de nós!

Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.

Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).

sábado, 14 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O Craque Arimatéia - Por Bérgson Frota / Fortaleza


Há cinqüenta anos Ipueiras perdia aquele que seria sem nenhuma dúvida a maior revelação de seu futebol, Arimatéia Catunda.

Em 1956 tinha então o citado personagem 21 anos e num acidente simples que transformou radicalmente sua vida, tornou-se paraplégico.

Antes integrando apesar da pouca idade a seleção local de futebol, veio a defender a camisa oito do selecionado ipueirense contra partidas das principais seleções da zona norte do Estado, inclusive no Piauí jogando contra a seleção da cidade de Pedro II.

Arimatéia encantava as platéias quando a bola chegava aos seus pés. Fosse como atacante, com as características jogadas de efeito ou voltando rápido como no futebol atual, sempre para ajudar a defesa.

Com rapidez saía dos seus marcadores e para delírio da torcida ipueirense concluía quase sempre o gol.

Não foi sem razão que cedo passou a chamar-se “Mestre Ziza”, lembrando o grande meia da seleção brasileira de 1950, recebendo convites para jogar nos dois principais times do Estado, Fortaleza e Ceará.

Arimatéia nunca teve marcador, passava pela defesa adversária com habilidade e rapidez muitas vezes fazendo o famoso “gol de placa”.

“Ele sozinho valia por um time”, é comum o comentário, haja vista as vitórias que deu à seleção local nas vezes em que defendeu as cores rubro-negras, cores estas da camisa do selecionado ipueirense na época.

O futebol de Ipueiras portanto, se divide em duas fases distintas : antes e depois do que se pode chamar “o fenômeno Arimatéia”.

O grande jogador do passado é hoje um homem que tendo participado de forma ativa do esporte ipueirense, não consegue desligar-se do que foi e ainda é o seu esporte de coração. Passou a narrar jogos locais e da seleção local em outras cidades e comanda desde a década de sessenta uma rádio amplificadora que transmite para a cidade notícias e música.

O ano de 2005 foi para este grande ipueirense uma festiva data, ao completar 70 anos reafirmou com suas ações e seu contínuo participar a eterna disponibilidade que no passado teve como craque e hoje como locutor e incentivador dos futuros talentos da já centenária Ipueiras.

Bérgson Frota é professor visitante da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e professor de Grego Clássico no Seminário da Prainha

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Juiz ou Réu - Por Beto Costa / Rio de Janeiro
Implicitamente, todos somos vítimas da sociedade contemporânea? Minha pergunta se fundamenta no assassino que acabei de virar.
Embora não tenha tido dolo, matei o silêncio das minhas linhas tortas. Há mais de um ano eu não escrevia nada.

Muitas vezes a tão procurada inspiração vinha, mas eu sempre preferia virar pro lado e fingir que tanto fazia. Quantas frases de efeito e “pensamentos filosóficos” se perderam. Minha maior frustração é não lembrar nada no dia seguinte. Entretanto, atipicamente, hoje, conquistei a desconhecida e vazia Insônia. Algo dentro de mim me obriga a pegar o laptop. Não sei direito o que escrever.

O meu âmago se confunde com as minhas aflições. Penso no que não me tornei e de como muitos sonhos se esvaíram. De repente, impetuosamente, meu coração se outorga mestre do contorcionismo. E acreditem, eu não sabia que um órgão poderia escolher tanto...

É estranho quando não se sabe pra onde ir. Perder o controle é não se importar mais com a convicção das próprias normas preestabelecidas durante anos. Confuso, descubro que não ter onde pisar é como cair num buraco sem fundo da própria consciência. Mas o que fazer para parar? Queria que o “Good Times” fosse o bastante. Ligar a TV também de não adiantou. Ontem eu iria para o seio da minha “amada imortal”. Entretanto, nem parafrasear o gênio Bettowen me dá respostas. Preciso do imediatismo. A ele sim estou acostumado! Se quero comer, gasto apenas três minutos no preparo do miojo. Se quero entretenimento, o controle-remoto está ao meu alcance.

Se quero fazer compras, apenas atualizo o meu anti-vírus. E, mesmo com tanta instantaneidade, eu sequer escrevo um e-mail para saber como estão os meus amigos, outrora amizade eterna. Que metamorfose é essa?

Um grande pesar que levo na vida é o dia do falecimento da minha mãe. Eu cheguei tarde... Ah, naquele dia, como eu queria ter dado um beijo nela, um abraço apertado e olhado no fundo dos seus olhos e dito que a amava. Mas, em vez disso, me apressei para não perder o horário. Alguns segundos a mais talvez me bastassem. Completamente leigo a qualquer religião, mas sabedor de que a fé no tamanho de um grão de mostarda é o que nos é pedido, implorei por seu ressuscitar.

Mas, amigos, não confundam fé com desespero.
Quantas oportunidades deixamos de ganhar ao longo das nossas vidas? Amizades, por subjugarmos algumas pessoas. Aquele amor, por não sermos nós mesmos. Oportunidade de emprego por não termos estudado o bastante. Isso sem mencionar o perdão, sempre aniquilado pelo orgulho. Há também a oportunidade que some por não fazermos nada! É perturbador como, às vezes, não temos boca. Como, às vezes, não temos olhos. E como, às vezes, não temos ouvidos.

É impressionante como, na maioria das vezes, não fazemos sequer um gesto. Deixamos o tempo passar sem que ele nos perceba. Eu falo todo dia com algumas pessoas e, pasmem, eu sequer sei como se chamam. A nossa linguagem está cada vez mais burocrática. Será que não podemos dizer mais do que um “bom-dia”? Acabou de passar por minha cabeça a possibilidade de dizer às pessoas: “Bom te ver”. O que nos falta? Onde nos limitamos? Não me pergunte onde, mas há tempos perdi o meu cartão-de-visita, o sorriso frouxo.

Eu hoje estou com medo. Tenho medo de ter condenado um inocente: o corre-corre do dia-a-dia.

Beto Costa é jornalista

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Frase do dia
"Quem gosta de crise é economista."

Lula

domingo, 8 de fevereiro de 2009

O cancão da floresta - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro

Venha cá dona Maria,
Venha logo me contar,
A história do cancão,
Que vive a lhe aperrear.

Come os ovos das galinhas,
De raiva quer lhe matar.
Minha filha esse bicho,
Parece pintura do cão.

Só deixa no meu terreiro,
Ovo furado no chão.
Eu falto é morrer de raiva,
Com esse maldito cancão.

Era assim que eu ouvia,
As queixas de dona Maria,
E sonhava em conhecer,
O cancão que os ovos comia,

Mas o bicho era esperto,
Se via gente sumia.
Um dia eu tive a sorte
De cruzar com o cancão.

Em cima de uma goiabeira,
E foi grande a satisfação.
Pois fotografei a tal Ave
Tão falada em meu sertão.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Frase do dia
"Isto tudo me leva a uma conclusão desoladora, embora saiba de muitíssimos leitores generosos e fiéis: minha crença no jornalismo faliu."

Mino Carta, jornalista

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Imagens do passado - Por Marcondes Rosa de Sousa / Fortaleza

A escola, em todos os seus níveis – da alfabetização à superior – em mim, deixou duas indeléveis marcas: a) o zelo de seus mestres; b) o espírito gregário entre os alunos (o sentimento de turma). Esse, o olhar retrospectivo, que ora faço: desde a alfabetização – a caligrafia e as estórias-de-Trancoso da recém-falecida Isa Catunda e a palmatória de Dona Ester (mãe de Gerardo Melo Mourão), em Ipueiras, a nos espreitar, até as chamadas, na UFC, dos alunos todos (direito e letras) da turma de a a z.

Mais fortes até, nos internatos. Em meu caso, nos seminários em Petrópolis (RJ) e em Campinas (SP), cujos ex-alunos hoje buscam o reencontro. Pela Web, os de Campinas estranharam minha passagem por lá. Só aí soube eu da extinção do seminário. E os alimentei com fotos, a ajudar no reencontro de alunos, alguns hoje astros espalhados pelos mundos acadêmico, político e intelectual urbs et orbis.

De outra feita, pela Web, fui abordado por ex-aluna a procurar ex-professor seu, que a marcara em escola da Baixada Fluminense. Era, sem dúvida, um ex-colega meu em Petrópolis e Campinas. As marcas eram as acima citadas... E deste colega, Sebastião Mataruna Cardin, acabo de receber DVD sob o título Imagens do Passado, onde as marcas aqui citadas em tudo se ressaltam.

Abro os jornais e, neles, vejo figuras como Ernani Barreira, contemporâneo dos tempos da UFC, e hoje a presidir o Tribunal de Justiça do Ceará, a carregar, como os da época, as marcas deixadas no passado.

O DVD Imagens do Passado me traz de volta toda a formação escolar. E, nela, as duas marcas – o zelo dos mestres e o espírito gregário das turmas. E fico a pensar nas reformas propostas por nós, hoje talvez esquecidos de olhar, num espelho, feitos madrasta de Branca de Neve, para a educação que nós próprios tivemos...

Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.

Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Quem conhece a "Belinha" (A moça que não envelhece)??? - Por Carlos Moreira / Ipueiras


Eu já vi alguma coisa sobre essa tal de "Bellinha" pela internet. Mas alguém sabe se ela existe mesmo? (rs!) e será que ela ainda tem os mesmos 23 anos que tinha a uns 4 anos atrás, que foi a primeira vez que eu vi essa publicidade do "Par Perfeito"?????? Isso me intriga, e muito.(rs!)

Qual será o grande segredo dela? Porque ela ainda tem os mesmos 23 anos, que tinha quando há mais ou menos 4 anos atrás a sua foto apareceu na publicidade do "Par Perfeito" pela primeira vez??

Alguém?? Se você tiver informações, por favor, nos ajude a desvendar esse mistério.
Foto do dia


Foto: Carlinhos Moreira - Rio de Janeiro (Av. Presidente Vargas)
Rios sem Discurso - Por João Cabral de Melo Neto


Rio Caí


Quando um rio corta, corta-se de vez o discurso-rio de água que ele fazia; cortado, a água se quebra em pedaços, em poços de água, em água paralítica. Em situação de poço, a água equivale a uma palavra em situação dicionária: isolada, estanque no poço dela mesma, e porque assim estanque, estancada; e mais: porque assim estancada, muda, e muda porque com nenhuma comunica, porque cortou-se a sintaxe desse rio, o fio de água por que ele discorria.

O curso de um rio, seu discurso-rio, chega raramente a se reatar de vez: um rio precisa de muito fio de água para refazer o fio antigo que o fez. Salvo a grandiloqüência de uma cheia lhe impondo interina outra linguagem, um rio precisa de muita água em fios para que todos os poços se enfrasem: se reatando, de um para outro poço, em frases curtas, então frase e frase, até a sentença-rio do discurso único em que, se tem voz, a seca ele combate.

Enviado por Marcondes Rosa de Sousa