quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Crônica Natalina - Por Bérgson Frota / Fortaleza


Naquele natal a criança maltrapilha voltava pra casa.

As ruas cheias de crianças com os pais, fazia despontar naquele coração órfão um pouco de inveja.

Sua vida era catar papéis e ajudar com isso a avó e dois irmãos menores.

Das lojas que passava vinham de longe hinos natalinos e de fora o som das buzinas com carros de luzes altas faziam-no lembrar o casebre escondido no morro e quase na total escuridão.
Na sua caminhada de volta passou por uma bela árvore de enfeite montada numa nas inúmeras praças da cidade, a árvore era cheia de presentes e vários turistas tiravam fotos daquela bela armação que parecia tão verdadeira.

O menino nunca foi disso, mas de tão encantado, num átimo, usando uma pequena faca cortou quatro embrulho que faziam vez de presentes, queria dar pelo menos em ilusão um presente a si , aos irmão e a avó.

Tanto maltratados naquele natal estes enfeites que ao tirar e colocar no carrinho sequer foi incomodado.

Chegando em casa foi aquela correria, por ilusão os irmãos corrreram para os embrulhos, só a avó, como se suspeitasse ficou no seu canto quieta.

A vida revela em suas inúmeras páginas milagres a se perder. Pois como encanto dos três pacotes abertos tinham caros presentes, no quarto, àquele que seria o da avó, um grande bolo.
No céu lá distante piscava uma tímida estrela igual as outras, mas sua terna luz se vista melhor pudesse ser, descia direto do céu às telhas quebradas e gastas da casa do menino pobre, fazendo a alegria reinar no pobre lar naquela noite especial.

Bérgson Frota, escritor, contista e cronista, é formado em Direito (UNIFOR), Filosofia-Licenciatura (UECE) e Especialista em Metodologia do Ensino Médio e Fundamental (UVA), tem colaborado com os jornais O Povo e Diário do Nordeste, desenvolvendo um trabalho por ele descrito de resgate da memória cultural e produzindo artigos de relevância atual.
Postagem anterior
Próximo Post

Postado por:

0 comentários:

As opiniões expressas aqui não reflete a opinião do Blog Primeira Coluna.