terça-feira, 12 de maio de 2009

Mel, o doce gatinho - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro


Tudo aconteceu num dia chuvoso de céu escuro. Foi neste dia, que uma luz surgiu na vida de Mel, mudando definitivamente sua triste sina.

Mas quem é Mel?

Mel é um lindo gatinho branco que mia diferente, como se a todo instante pedisse mel.

E foi por esse motivo que ele ganhou o nome.

O gatinho, além de miar cada vez que se mexe em comida na cozinha, adora dormir.

Quando o sono chega, ele se dirige à sua caixinha que fica num canto da cozinha.

Dormindo, é a coisa mais linda do mundo! Já o vi dormindo até sentado.

O doce gatinho branco é muito limpo e toda vez que quer fazer suas necessidades, vai procurar um lugar onde ele possa cavar e enterrar cuidadosamente as suas fezes.

Ele tem um arzinho carente e não poderia ser diferente.

É lógico que ele não caiu do céu, nem nasceu do nada.

E como ele chegou até seu novo abrigo?

É isso que vou contar agora:Um humilde agricultor que passava pelas margens de um rio para cuidar do seu roçado, ouviu um barulho estranho e começou a olhar em volta.

Redobrou sua atenção para tentar descobrir o misterioso barulho que vinha de um dos lados do rio.Andou para um lado, para o outro e conseguiu ouvir mais de perto.

Pelas suas conclusões, apesar de muito fraco, eram miados de gato.
Mas, onde estaria enfiado o danado deste gato que apenas miava sem aparecer?

Estaria enganchado nos arbustos espinhentos que eram comuns naquela região?

Ou apenas miava procurando sua mãe?

Continuou a procurar e quase caiu, ao tropeçar num saco.

O saco estava se mexendo; o agricultor, cuidadosamente retirou o nó, e lá de dentro viu sair um lindo e assustado gatinho branco, tão assustado e fraco, que nem força para fugir ele teve.

Quando o agricultor chegou à sua casa com aquela criaturinha cor de algodão, a criançada fez uma festa danada, até brigavam para ver quem ficava com o gatinho mais tempo no colo.E o que era estorvo em uma casa, tornou-se alegria em outra.

Muitas vezes, é no coração das pessoas mais simples que a bondade faz morada.E foi assim, pelas mãos de um homem simples, que Mel ganhou uma nova moradia e foi salvo da maldade de pessoas sem coração que descartam os animais quando deveriam protegê-los.

Texto publicado originalmente no jornal Diário do Nordeste, de Fortaleza.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará.
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