segunda-feira, 2 de março de 2009

Um poeta mais perto de Deus - Por Carlito Matos / Fortaleza

Costa Matos


Amigos: cumpro o doloroso dever de informar a todos vocês o falecimento, no início da manhã de hoje (02.03.2009), do nosso grande poeta, pai e amigo COSTA MATOS. Um extraordinário homem, que transformava pequenas coisas em grandes lições de vida e de amor.

Um verdadeiro alquimista, que convertia metais comuns, aparentemente sem valor, no mais puro ouro. Fica comigo, de forma muito clara, o exemplo da simplicidade, do agradecimento permanente a Deus, por tudo que Ele nos oferece: ninguém é melhor do que ninguém.

Ele dizia sempre: as pessoas têm o direiro de serem tudo que quiserem. MENOS BESTAS. E era assim que ele vivia ultimamente: cortava laranjas e mangas e colocava na janela do apartamento para alimentar as abelhas, colibris. Ou quem chegasse.

Alimentava as rolinhas do predio com arroz. Todos os dias. Já no hospital, perguntava por elas, que, religiosamente, iam ao encontro diário com ele. Chorava com os poemas que dele musiquei: Isolamento, A Mentira das Aparências Sensoriais, Eu Hoje, Tudo Igual.

Cometia, às vezes, o sacrilégio de dizer que eu era mais poeta do que ele. Impossível. Ele é um dos maiores poetas que este País já conheceu e, tenho certeza, o tempo ainda vai mostrar isto.

O sepultamento vai ser no Cemitério Jardim Metropolitano, com o velório e a missa no mesmo local, a partir do meio dia. Saibam todos os amigos que meu pai partiu brando, cheio de paz e certo que foi e vai ser eternamente amado nesta terra de transição. Grato pelas orações de vocês. Que Deus abençoe a todos.

Carlito Matos é músico e compositor

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