domingo, 8 de março de 2009

O Poeta nunca morre - Por Luiz Alpiano Viana



O poeta nunca morre, pois é assim que dizem os saudosos. Ele estará sempre presente no coração de cada um de nós. Sua obra é o combustível que aciona os leitores e termina inundando de lágrimas os olhos de quem ler.


Dizem que o poeta sabe o dia de sua morte, e por isso faz registro de tristeza e de saudade. O que ele não sabe é que seus poemas incentivarão, mais ainda, o leitor a chorar amargamente sua perda.


Palavras de Costa Matos na inauguração da Praça Sebastião Matos: Eu devia ter escrito... eu devia ter pensado... eu devia não dizer nada...


Como imaginar que um homem de sua envergadura deveria ter escrito o que falar! Da mesma forma, sua invejável cultura dispensaria o pensar quando o improviso é o seu mais forte instrumento de comunicação! Sem dúvida nenhuma, naquela hora, não deixaria de falar para não dizer nada. Ele não seguiria, jamais, essa linha de comportamento, dado o seu potencial literário.


Costa Matos tinha o trabalho como oração e por isso mesmo deixa um cabedal de obras em prosa e outras tantas joias em poesias de nomeadas. Ler tais maravilhas significa enriquecimento cultural; acondicioná-las em lugar seguro, e de destaque, é respeitar seu autor e conduzi-lo no topo dos mais lidos do mercado editorial.


O tempo conservará no arquivo de doces lembranças, o trabalho de um homem que sempre se honrou diante do que produziu. A belaza das rimas, a disposição dos versos, o toque singelo da seriedade de um poeta que emudece para o mundo material, mas que permanecerá vivinho no coração de seus admiradores de última hora.


O Professor continuará para sempre como nosso mestre. Em momento algum se deixou envaidecer por ser poeta. O Escritor que escreveu de manhã, de tarde e de noite, às portas fechadas, no primeiro andar de seu sobrado em Ipueiras, precisava mesmo de tempo e de isolamento para seu trabalho dar frutos de qualidade.


Somente agora se sabe que para ser poeta e escritor como ele, tem que sofrer as duras penas dos pequenos e grandes críticos que julgam saber tudo e nada sabem.


Quem quiser seguir as pegadas do Professor terá que ser humilde de coração, pequeno de egoísmo, mas de disciplinada aspiração futurística como ele foi.


Esteja com Deus, Professor!

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