terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Rainha da Rapadura - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro


Não eram cinco horas,
Quando o galo cantou.
O canto de outros galos
A bela aurora despertou,
E um coro de passarinhos
Cantando o dia saudou.

Na rede me espreguicei
Na cozinha o café cheirou.
Juntei os pés e levantei,
Rezei pra nosso senhor,
E agradeci pelo bom dia,
Que a natureza ofertou.

Um alpendre, uma rede,
O amanhecer no sertão,
Um velho rádio tocando
Moda de viola e baião
Não é apenas saudade
Que trago no coração.

Tenho o meu ranchinho,
E por ele tenho paixão.
A rainha da rapadura
Me sinto naquele chão.
Quando a saudade aperta
Eu volto pro meu sertão.

Esse rancho meu amigo,
Fica na minha Ipueiras.
Lá pras bandas do Ceará,
Com o Piauí faz fronteira
De lá se avista a beleza
Da serra grande inteira.

Quando a lua ilumina
O manto azul da serra,
Totalmente embevecida
Dou vivas a minha terra,
Que sempre ao meu olhar
A mais pura beleza encerra.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará.

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