quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

De camisinha e de propaganda - Por Lúcio Albuquerque / Rondônia


Foi eu escrever que não sou politicamente correto para alguns leitores mandarem ver na minha cabeça. E como três deles perguntaram como, sendo católico, eu me coloco com relação à proibição (certamente, o grifo é meu, de alguns cocorocas que ainda mandam na cúpula da Igreja Católica) do uso de preservativos.

Ora, convenhamos, segundo andei lendo e ouvindo, inclusive de dirigentes religiosos, a concepção de um novo ser só acontece quando o espermatozóide e o óvulo se encontram, e o primeiro penetra no segundo. Então, se algum fator impede que isso aconteça, então não há concepção, não há novo ser e, consequentemente, não há transgressão.

Desafio que me apontem um percentual aceitável do ponto de vista estatístico,de casais, mesmo daqueles que são mais ativos nas pastorais e/ou movimentos, que sejam adeptos da tabelinha, ou da proposta de só copular para procriar.Já é passada da hora da Igreja Católica tomar um novo direcionamento nessa e em outras questões.Outro fato aqui é a proximidade do Carnaval e, com certeza, de nova campanha contra o HIV, através da forte mídia que acaba estimulando o sexo pelo sexo, tudo escondido atrás da propaganda do uso de camisinha.

Recentemente, se não me engano no ano passado, um jornal inglês publicou que o Brasil é um país onde há dois esportes, o futebol e o sexo. Acho que falta um, a corrupção. Ora, e quando se vê campanhas ditas educativas propondo que basta ter uma camisinha para se fazer sexo à vontade, não se fica muito distante da afirmação da reportagem da publicação inglesa, até porque, conforme se afirma por aí, o súdito de SM não é muito chegado na fruta.Ora, mas está na hora de se mudar o foco.

A prática do sexo responsável não é só botar uma camisinha e pronto. Nem, tampouco, como fazem alguns (des)educadores que levam uma banana e um preservativo para a sala-de-aula, supostamente para ensinar pré-adolescentes a colocar ou tirar a camisinha do companheiro. Isso é educação? Não. Isso é orientar a prática do sexo pelo sexo. É a sua banalização, entrando no currículos escolar.Nada de mais.Inté outro dia, se Deus quiser!

Texto publicado originalmente na coluna CONTA GOTAS do site:
http://www.gentedeopiniao.com.br/

José Lúcio Cavalcante de Albuquerque. Ex-editor dos jornais Tribuna, Alto Madeira, e com passagens em outras publicações como o Estadão do Norte.

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