sexta-feira, 26 de setembro de 2008

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

20 anos de ABLC e posse da nova acadêmica Dalinha Catunda


O colegiado presente, em sentido horário: Paula Schuabb, Balbino Neto, madrinha Mena, presidente Gonçalo, Dalinha, Ubiratan, Campinense, Ivamberto, Aragão, Chico Sales, J. Victtor, Fábio Sombra, Maria Luiza e Fernando Assumção.




O presidente Gonçalo mostra a homenagem do colegiado aos seus 20 anos de dedicação à ABLC. Tudo ao som do violão da Madrinha Mena.



Mena entrega o diploma à Dalinha e o presidente Gonçalo, o medalhão, tudo ao som do cavaquinho de Fábio Sombra.


Dia 20 de setembro de 2008 é o dia da comemoração dos 20 anos da ABLC e da posse da mais nova acadêmica, Maria de Lourdes Aragão Catunda.

A data de fundação da instituição é 7 de setembro, porém o calendário foi ajustado para ir de encontro à posse da nova acadêmica.

Nascida na cidade de Ipueiras, interior do Ceará, Dalinha Catunda, como é conhecida e assim assina suas produções, é mais uma mulher a se tornar imortal ocupando a cadeira de numero 25 que tem como patrono Juvenal Galeno, poeta e folclorista cearense.

Dalinha Catunda publica há mais de sete anos, como colaboradora, no Jornal O Povo e no Diário do Nordeste, jornais de grande circulação da capital cearense.

Atualmente publica em vários blogs e sites entre eles o Nordeste Rural.Entre seus títulos publicados de cunho engraçado e picante constam: O Forró de Zeca, O jumento do Maurício, A Panela Remendada, A Rosa Apavorada e A Donzela Que Virou Índia.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Ipueiras, Pragas e Plantas - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro
Ipueiras durante muito tempo nos encantou com seus pés de fícus. Árvore frondosa de copa ampla que arborizavam ruas e praças dando um colorido especial a graciosa cidade.

Era debaixo dos fícus que a galera de tempos atrás se reunia para namorar, conversar, tocar violão, brincar de lado esquerdo e passar o anel, entre outras coisas. Antes e depois das missas e das festas era o "point" preferido da rapaziada para o comentário geral.

Eis que um dia apareceu para desgraça da árvore e a infelicidade de seus apreciadores o tal lacerdinha. A cidade literalmente chorou, pois o minúsculo inseto ao cair nos olhos dos incautos, ardia tanto quanto pimenta. Assim, o fícus antes tão amado passou a ser visto com maus olhos pela população agastada com a situação.

A peste do lacerdinha foi maior que a grandeza do fícus que tendo as folhas enroladas, perdendo sua graça e utilidade em conseqüência da praga, aos poucos foram sendo cortados, até saírem por completo de circulação. Não sei por que cargas d'água os pés de algarobas também se foram, sumiram do mapa, talvez queima de arquivo...

Hoje do fícus, só fotos e recordações, pois cortaram o mal pela raiz e o lacerdinha desalojado também sumiu no espaço.

Mas nem só de lacerdinha morre-se de raiva. Ipueiras de tempos em tempos, ela abriga uma praga que dá de dez a zero no lacerdinha, é o potó. Esse é cruel!

Não tenho bem certeza, mas acho que eles chegam com as chuvas. Era o terror das meninas. Pense! Dormir feliz e acordar mijada de potó, e muitas vezes véspera de festas... A consideração do inseto com o ser humano eram nenhuma, pois os lugares escolhidos para lhe servir de penico eram os piores possíveis:pescoço axilas, olhos, braços. E mais, sendo nas juntas, o lado afetado passava para o outro.

Só quem já foi "premiado" com a mijada do potó sabe exatamente o que é passar por isso. .Queimaduras que viram bolhas, depois uma mancha horrorosa escura e haaaja tempo para sumir de vez.

Só depois de algumas leituras vim saber que o potó ao ser esmagado contra o corpo, expele uma substância chamada pederina responsável pelo estrago feito por ele. Se afastado, com um sopro ou um peteleco nada acontece. Porém, nem sempre ele é visto por sua vítima, e na calada da noite, faz sua festa.

Entre as plantas que arborizavam Ipueiras eu tinha e tenho uma paixão especial pela carnaubeira, tanto tenho que preservo um carnaubal em meu sítio. Esta não foi atacada por nenhuma praga.

É uma árvore nativa, que suporta bem o nosso clima, porém, foi expulsa do centro da cidade pelo progresso que inevitavelmente chega, asfaltando os verdes sonhos que ficarão apenas na memória. Nos arredores da cidade ainda se vê a imponente palmeira, em grande numero, tirando belos acordes ao vento.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Frase do dia
"Hoje eu conheci um campo de concentração sem arame farpado."

Alberto Motta Moraes, presidente do Tribunal Regional Eleitoral, depois de visitar a favela da Coréia, no Rio

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Na urna, nosso amanhã - Por Marcondes Rosa de Sousa / Fortaleza


Frente à TV, observo a propaganda eleitoral, em Fortaleza. Abraços e o quem-com-quem a prometer o paraíso, na "loura desposada do sol", a virgem dos lábios de mel a nos atrair o turismo. Nos jornais, avanços e recuos, nas pesquisas entre os candidatos.

E, nas instituições, os debates, onde farpas atiradas, uns nos outros, pelos candidatos. No CIC, estive reflexivo e silente. Debates sem farpas, com especialistas e atuantes setores sociais. De tudo, calou-me a frase: "Somos, em população, a 5ª. Metrópole, no País, e não nos damos conta de que já estamos em novo século, o XXI".

Aqui, o belo - o agradar aos sentidos - do visual ao olfativo, arranha-se: lixo nas ruas, onde iracemas, em equivocado turismo, prostituem-se, o trânsito se engarrafa, o barulho nos enerva... E aos cidadãos, carecem-nos básicos direitos: habitação, saúde, educação, ocupação.

Nos debates, empresários se queixam: o País, nos negócios e na geração de emprego, entre os últimos do mundo. Na saúde, a falta de assistência. Economistas e cientistas políticos a nos apontar os gargalhos na participação popular, na "coisa pública" E, na educação, o capital humano morrendo na praia: farda, merenda e transporte, mas "capital social" , os educandos, "analfabetos escolarizados".

Pela Web e de Washington, o educador Gomes Pereira, provoca-nos, em autocrítica e a propósito das professoras a nos alfabetizar: "Qual a magia das nossas professoras? O que se perdeu no caminho da formação dos educadores? (...). Agora, nos demoramos demais no técnico (como fazer?), no âmbito nitidamente profissional (por que e para que fazer?). Também lamento, como você, porque contei com professora primária, Diva Targino, que anda pelos 95 anos a exibir a mística e a vibração dos seus 25"

Que a urna, receba e nos desenhe novo amanhã!

Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.

Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).

domingo, 14 de setembro de 2008

Frase do dia
"Lula tudo bem. O problema é o PT."

Frase do novo comercial de Geraldo Alckmin, candidato a prefeito de São Paulo

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Olímpiadas e escola - Por Marcondes Rosa de Sousa / Fortaleza
Olimpíadas de Pequim! Meclada a elas, despercebida notícia do Brasil em outra olimpíada: a 40a. Olimpíada Internacional de Química, em Budapeste, onde os 4 representantes do Brasil (todos cearenses) deixaram para trás as delegações dos Estados Unidos, França, Japão e países iberoamericanos. E irônico! Justo de alunos arrancados de uma escola (a nacional e, nela, a cearense) entre a dos 62 piores países do mundo.

Desde os anos 80, pró-reitor de extensão na UFC e a presidir após o Conselho de Educação do Ceará, apostei, na contramão de muitos, na produtiva metonímia entre a escola e a solidariedade esportiva. Nisso, tive de enfrentar as dominantes e falsas posturas igualitaristas, na crença de que a produção humana, para além da clássica trilogia "natureza, trabalho e capital", há que conjugar as inteligências múltiplas, a emoção e o ético a cimentá-la. O saber, num mundo de fome, a multiplicar os pães, apartando águas num Mar Vermelho, rumo à prometida terra, onde corram dignidade e justiça social.

Não vi, nas escolas, com tais olimpíadas, receados individualismos, mas, ao invés, o resgate de sua alma perdida e da já débil sedução do saber entre os alunos. Daí, a paixão pelo estudo e o senso da agregação. A olímpica paixão esportiva a suplantar a aridez do dever, dando sentido à escola.

O Ceará vive a euforia de suas potencialidades (refinaria, pré-sal, siderúrgica, minas de Itataia). Sem o saber, capital humano, investindo nas solitárias "bolsas-família", teremos de importar capital (humano e físico) de fora. E, mais uma vez, qual o alencarino Moacir, o filho da dor, de nos tornar aves de arribação. Seria a predestinação de uma raça?

Por isso, razão aos batalhadores como Sérgio Melo, hoje nacional coordenador da Olimpíada de Química. A esses, tributo e parabéns nossos!

Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.

Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Frase do dia
"Se precisar, vai ter sangue. É preciso conter o comunismo e derrubar o governo deste índio infeliz."

Jorge Chávez, líder "cívico" de Tarija, um dos Departamentos rebelados contra o governo boliviano de Evo Morales

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Waldick Soriano - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro


Num passado não muito distante, nós, mocinhas do interior,
Éramos surpreendidas no meio da madrugada pelo canto dos apaixonados,
Que nos prestigiavam com belas serestas.

Quem um dia no interior do Nordeste, em certa época, não ouviu de um caboclo apaixonado as canções que diziam:

“Eu não sou cachorro não, pra viver tão humilhado...”
“Fica comigo esta noite, que não te arrependeras...”
“Amigo, por favor, leve esta carta e entregue aquela ingrata e diga como estou...”

Todas essas músicas são do repertório de Waldick Soriano, representante nordestino, pioneiro no romantismo popular, rotulado de Brega.

Waldick Soriano, hoje sobe mais um degrau, foi para o andar de cima, deixando uma legião de fãs desolados com sua partida e uma infinidade de musicas que continuarão sendo cantada por seus seguidores.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Frase do dia
"Aí vem outro f.d.p. e diz que falta sacrifício a vocês."

Dunga, na preleção para os jogadores antes do Brasil vencer o Chile

domingo, 7 de setembro de 2008

O Dia da Pátria - Por Bérgson Frota / Fortaleza


Na década de setenta, em pleno regime militar, no dia da Pátria todas as cidades do interior do Ceará faziam grandes ou pequenos desfiles, que em alguns municípios se destacavam pela pompa e organização enquanto noutros numa simples comemoração.

Já no início do mês de agosto, em Ipueiras, sempre depois das aulas da tarde, precisamente na quadra do ginásio, começavam os ensaios de bateria para o desfile de sete de setembro.

O ritmo cadenciado mais destacado era o dos tambores, e durante todo o mês, até o seguinte, eram ouvidos pontualmente, no fim de tarde os sons ritmados, alternando com outros instrumentos, fazendo um todo cadenciado na comemoração.

Assim se preparavam para o desfile do sete de setembro os alunos do Colégio Otacílio Mota, dos grupos Padre Angelim e Aloísio Aragão e do Educandário.

A amplificadora acordava às cinco da manhã a cidade, e nós alunos cedo nos arrumávamos para ir ao grupo escolar que pertencíamos e de lá organizados nos dirigirmos a praça Sebastião Matos, em frente ao colégio.

A primeira fila do desfile era liderada pelos bateristas vindo atrás os representantes dos Estados.

Figuras da nossa história, os escravos, os imigrantes e finalmente os alunos que com suas fardas eram antecedidos por uma faixa que identificava o grupo escolar que representavam.

Durante toda marcha havia professores que de forma ágil orientavam os alunos e as diversas seções de filas.

Assim formava o desfile um belo espetáculo cívico.

Fazíamos o caminho pelas principais ruas da cidade e finalmente parávamos em frente à prefeitura onde em fila ouvíamos os discursos das autoridades municipais, que exaltavam a importância do sete de setembro e o significado do patriotismo.

Hoje, em Fortaleza, ao assistir o desfile me vem à lembrança do som dos tambores, dos fins de tarde em ensaios, do dia da grande apresentação no desfile e sou tomado pela nostalgia daquela manifestação que primeiro nos acordava o civismo e assim nos marcava de forma indelével para toda vida.

Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.

Bérgson Frota é professor visitante da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e professor de Grego Clássico no Seminário da Prainha

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Frase do dia
"A Globo informa o que quer e como quer, desde que isso não vá contra o pensamento oficial. Se existe um poder soberano neste país, ele é a Rede Globo de Televisão. E o mais importante é que ela exerce esse poder graças ao Governo Federal, e sem ter sido eleita por pessoa alguma. Só em uma ditadura poderia existir semelhante poder sem controle social."

Betinho, sociólogo

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

A Praça Central de Ipueiras - Por Bérgson Frota / Fortaleza


Toda cidade tem seu “marco zero”, o local exato de onde a cidade nasceu e cresceu.

Quando Ipueiras completou 50 anos de municipalidade, em 1933, o então prefeito da época Sr. Luiz Moreira de Carvalho para comemorar a data resolveu construir uma praça. Diferente de outras cidades do interior, Ipueiras não cresceu em torno da Igreja Matriz, talvez devido a pouca ostentosidade do templo, que mais parecia uma capela. Portanto o local escolhido foi justamente o maior espaço aberto na época já quase todo cercado por casas.

Limpou-se e aplainou-se o terreno, pois não era plano e tinha algumas caranaúbas.

A praça começou a ser feita, derrubaram-se árvores nativas e plantaram pés-de-figos que serviriam para ornamentar a obra.

No centro um obelisco foi construído, de cor branca e com duas listras azul celeste, separando as passagens de cada fase. Ao pé do mesmo uma placa de bronze indicava que o monumento fora construído em comemoração ao cinqüentenário do município.

Esta praça como foi construída, permaneceu inalterada até meados da década de 40, quando o obelisco foi demolido e decidiu-se então por ser um período posterior à Segunda Guerra, homenagear o grande presidente Getúlio Vargas.

No lugar do obelisco foi erguido um busto ao chefe da Nação.

Algumas características foram mantidas, entre elas uns bancos clássicos da praça primeira, bem como o desenho da calçada de passeio.

Quanto ao obelisco, este ficou somente em fotos raras, relegada ao acesso de poucos.

Então novas mudanças vieram.

Na década de 70, fez-se duas novas praças. A primeira logo demolida, pois era sem graça e tinha poucas árvores, pouco demorou a segunda, com jardins altos e no centro uma fonte, no meio, em cima de duas paredes paralelas feito colunas, o busto de Getúlio Vargas. Assim ficando até a metade da década de 80, quando novamente sofreu a terceira modificação.

A praça que ainda tinha o nome do ex-presidente, sobreviveu ao início do século XXI, mas sofreu uma mudança drástica, o monumento ao ex-presidente foi transferido para um dos lados da mesma e no centro foi construído um quiosque de alvenaria, ainda existente.

Quanto ao busto do presidente, este acabou por ser retirado da praça, e finalmente desapareceu.

Dois ou três anos depois, a praça passou a chamar-se Maria Lima, nome pelo qual é oficialmente conhecida.

Esta praça guarda para a cidade de Ipueiras uma fonte rica de dados, foi nela que fatos importantes, alegres e determinantes para a história da cidade ocorreram.

Mesmo já tendo sofrido muitas mudanças, hoje, embora com outro nome, ainda lá está, no coração da cidade. É a praça principal, a praça que para os da terra, não importa o nome oficial que se dê, será sempre a eterna e mutável Praça Central de Ipueiras.

Bérgson Frota é professor visitante da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e professor de Grego Clássico no Seminário da Prainha

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Frase do dia
"Toda manifestação popular recebe infiltrações de pessoas alheias ao movimento, que se aproveitam da situação. É geralmente desses intrusos que partem os excessos. Porém, isso não tira a legitimidade da ação de autênticos trabalhadores explorados, de desempregados, sem-tetos e sem-terras. Mandar a Polícia bater em manifestantes é procedimento injustificável. Jogar trabalhadores (no caso os policiais) contra trabalhadores é trama diabólica dos que se pretendem intocáveis, tirando, como na previsão bíblica, até mesmo o pouco dos que nada têm."

Neno Cavalcante é jornalista

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Nenem do Cazuza, o prefeito do povo - Por Carlos Moreira / Ipueiras


Foto: Carlos Moreira


Transformou-se em uma autêntica festa popular o comício ontem realizado no distrito de São José. Ao encontro do prefeito Nenem do Cazuza, uma incalculável multidão deslocou-se desde as primeiras horas da tarde, entoando cantos e trazendo faixas e cartazes.

O entusiasmo com que recebia as palavras dos líderes políticos e candidatos a vereador, mostrou uma firme determinação do povo de lutar unido e coeso pela implantação das reformas fundamentais de que Ipueiras necessita para a consolidação do seu desenvolvimento .

Foi uma evidência , na repercussão que teve nos aplausos da grande massa popular , no sentimento de muito carinho e contentamento.

Pacífica e ordeiramente, o povo compareceu ao diálogo democrático com o prefeito do povo. Foi portanto o comício de ontem, uma extraordinária demonstração de pujança do regime democrático, com o povo ipueirense unido ao seu prefeito Nenem do Cazuza, em festivo ato de pleno exercício da Democracia.

Carlos Moreira