sexta-feira, 28 de março de 2008

terça-feira, 11 de março de 2008

Frase do dia
"Eleição não se justifica, se ganha ou perde"

Antonio Luciano Bonfim, foi prefeito de Ipueiras de 1965 a 1966.

domingo, 9 de março de 2008

As Carnaúbas de Ipueiras - Por Bérgson Frota / Fortaleza


Foto: Ery Verônica


No começo eram só carnaubeiras, crescendo entre os morros que cercavam aquele vasto vale cortado por um tímido rio.

De longe ouvia-se o farfalhar dos leques quase imperiais da “árvore da vida”.

Depois chegaram os homens, mulheres e animais.

E o sítio que era um terreno de áreas empoçadas e farto barro-de-louça virou fazenda, até uma capela ganhou.

E as carnaubeiras ?

Diminuíram, mas ainda eram em grande número. Tinham serventia em quase tudo na região, parecia que delas nada se perdia.

As esbeltas árvores de porte tão elegante quanto festivo, formavam um bucólico panorama quando ao sabor do vento forte que dobrava o vale em direção à Ibiapaba azul, ensaiavam uma dança bela, movendo sem rumo ao arrepio do vento, desafiando o tempo com seu verde gaio, inverno e verão inalterado.

Assim era nos primeiros anos Ipueiras, uma fazenda que tornava-se com o tempo cada vez mais povoada.

Logo, mais e mais moradores chegavam, e não demorou para virar vila.

As carnaubeiras continuaram, embora em menor número, porém mais numerosas nos arredores.

Quando a vila se tornou cidade, a “cidade das carnaúbas” começou a transformar-se. As parcas ruas ainda mantiveram como adorno algumas carnaúbas soltas no meio do tempo, até mesmo as que por necessidade pediam o corte, foram mantidas.

Sentia-se no povo um instinto antigo em preservá-las.

O progresso trouxe calçamentos, e na cidade só restaram enfim as carnaubeiras que por sorte se situavam nas nascentes pracinhas, o resto era derrubado, e somente na lembrança dos mais velhos ficou os vultos das árvores já ausentes.

Lá longe porém, onde as luzes da cidade parecem estrelas, como uma tribo de território perdido ainda restam muitas delas. E nas suas copas como no passado, aninham-se lépidas graúnas.

O tempo passa e a “árvore da vida” resiste, como se lembrando o passado distante, longe da cidade que outrora foi sua. Desafiando o sol tórrido do sertão, resistindo aguerridamente na terra mãe que lhe gerou a semente.

Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.

Bérgson Frota é professor visitante da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e professor de Grego Clássico no Seminário da Prainha


quinta-feira, 6 de março de 2008

Frase do dia
"Há uma patrulha ideológica que tenta implodir pontes para o diálogo entre o PT e o PSDB, mas nem que fosse uma pinguela eu iria ajudar a construir."

Aloizio Mercadante, senador pelo PT de São Paulo