segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Polícia que mata - Por Carlos Moreira / Ipueiras


Documento produzido pela Organização da Nações Unidas (ONU) aponta a polícia como a maior responsável pelos mais de 48 mil homicídios que se cometem a cada ano no Brasil.

De acordo com a ONU, os problemas incluem as execuções cometidas por policiais em serviço, fora do serviço, integrantes de esquadrões da morte ou de milícias, assassinos de aluguel e as mortes de internos nas prisões.

O inimigo pode estar ao lado, na rádio-patrulha, no batalhão, no posto avançado nas favelas. Além de enfrentar o tráfico, o policial ainda tem de estar preparado para o inimigo que mais o surpreende: o companheiro de farda - que não faz jus a ela. São histórias de traição, de ganância, que muitas vezes acabam da pior forma.

O torcedor do São Paulo Nilton César de Jesus, 26 anos, foi uma das últimas vítimas da PM que teve repercussão nacional, ele morreu no Hospital de Base de Brasília. A vítima foi atingida com um tiro na cabeça no domingo, pouco antes da partida contra o time do Goiás, no estádio Bezerrão, no Gama (DF). O disparo ocorreu durante confronto envolvendo uma torcida organizada do São Paulo e policiais.

O sargento da PM José Luiz Carvalho Barreto, suspeito de ter atirado no torcedor foi levado para um presídio militar, mas foi libertado pela Justiça. Ele foi autuado por lesão corporal grave. Segundo nota oficial da assessoria da Polícia Militar, o policial tinha cerca 20 anos de serviço sem desvios de conduta.

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), reconheceu o despreparo da polícia local, durante visita ao Congresso Nacional, também na terça-feira. Arruda ressaltou, no entanto, que o despreparo da polícia é um “fenômeno” nacional e não exclusividade do Distrito Federal.

Cuidado! A polícia não protege! A polícia mata!

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