terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Calamidade - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro


O Brasil anda agoniado
Sofre sua população.
No sul as águas fartas
Causam a inundação
O povo sofrido chora
Com tanta destruição.

Famílias desesperadas,
Perdem casa e plantação
Até gente levam as águas
Muito triste é situação
E o desespero comove
Quem vê na televisão.

Pior é quem sente na pele
A revolta da natureza,
O lamaçal toma conta
Arrastando toda beleza
Desse sul tão majestoso
Que se acaba em tristeza.

É gado na água morrendo
Famílias inteiras soterradas.
Crianças tão indefesas
E mães desesperadas
E a própria Defesa Civil
Não pode fazer quase nada.

Quanta água destruindo
A vida de uma população,
Porém seriam bem-vindas
Se caíssem lá no sertão
Do Nordeste brasileiro,
Onde mora a sequidão.

Os açudes estão secando,
O povo já começa a rezar
O fogo consome os pastos,
E a água não cai por lá.
É o gado e pasto secando,
Da vontade de chorar.

O sol não faz feriado,
O mato inteiro secou,
A caatinga ficou branca,
Outra parte amarelou
O povo pede clemência,
E reza pra Nosso Senhor.

Eu não consigo entender,
Me dói essa contradição.
O sul morrendo afogado,
De sede morre o sertão,
E diante dos meus olhos,
Não vejo uma solução.

E se a natureza cobra,
Com juros a destruição.
Vamos ser conscientes
Tratar melhor nosso chão.
Porque a lei do retorno,
Não tem piedade não.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará.

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