sábado, 15 de novembro de 2008

A Chuva do Caju - Por Bérgson Frota / Fortaleza


Início de outubro e de repente começa a chover.

Já se passou o inverno, mas cá no Ceará, o caju precisa de água e o céu derrama sem se atrasar.

Nas ruas da cidade o povo corre desprevenido, parece dia de inverno, o sol some e o claro azul se transforma no cinza azulado.

As ruas agora banhadas lembram ao povo do bom caju, cuja castanha nos dá um aperitivo maior ao sabor de várias comidas e também bebidas.

Aquela fruta vermelha clara ou escura, no mais comum amarelada veste os quintais ainda de muitas casas aqui em Fortaleza, e no campo onde o resistente pé cresce, leva fartura para o povo no lucro da venda e na boa e rica alimentação proporcionada.

O caju é a nossa maçã, a maçã do sertanejo, e há quem lembre sequer que a fruta é a castanha ?

Isso não importa, ambos são saborosos, marcas de gosto inesquecível de sabores que nos fazem desejar ainda mais um bom suco ou uma tostada castanha.

A chuva parte logo.

No chão molhado a natureza cumpriu sua promessa.

“Logo teremos caju” – Pensa alguém.

Sim muito em breve teremos o gosto saboroso desde presente dos deuses, e o sol agora volta a banhar a cidade secando o que a chuva molhou, depois de fecundada a terra que não tardará a brotar.

Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.

Bérgson Frota é professor visitante da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e professor de Grego Clássico no Seminário da Prainha

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