quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A Bruxinha - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro



Eram seis horas da tarde, já se findava o dia.

Começava a escurecer, e o sol não mais se via.

Voltavam a pé do colégio, Mariana e Maria.

A casa das duas meninas, era no Rio do Mato.

Lugarejo bem pobre, mas também muito pacato.

Pois não é que nesse dia, a coisa mudou de figura!

Mariana e Maria avistaram uma estranha criatura.

Mariana tremeu de medo, Maria tremeu muito mais.

Fizeram o sinal da cruz, e correram sem olhar pra trás.

Por mais que as meninas corressem, ela sempre tomava a frente.

Era uma bruxinha menina, por isso era diferente.

Numa vassoura pequena, voava alegremente.

Não era uma bruxa má, apenas uma feiticeira.

Só queria com as crianças, um pouco de brincadeira,Mariana não entendia, Maria também não.

A pobre bruxinha chorava, com aquela situação.

Estava cansada de porções, fervendo num caldeirão.

Queria novas amigas e sair dagrande escuridão.

As meninas entraram em casa, tremendo de tanto medo.

A bruxinha, desapontada, vagava pelo terreiro.

Foi quando apareceu, clareando a escuridão,Uma fada encantada, com uma varinha na mão.

Apontando para todos, falou com a voz do coração.

Sou fada dos tempos modernos, meu nome é Inclusão.

Acabar com as diferenças, é minha maior missão.

Toda criança merece, carinho e compreensão.

Em seguida, desapareceu, deixando a paz solta no ar.

As meninas, já sem medo, não viam a bruxinha por lá.
Sorridentes e felizes, findaram as três a brincar.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará.

Texto publicado originalmente no caderno DN Infantil - Diário do Nordeste
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