terça-feira, 26 de agosto de 2008

Seu Sol e Dona Lua - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro



Seu sol e dona lua,
Começaram a namorar
Depois de pouco tempo
Resolveram se casar.

Mas ficava bem difícil
Para os dois a situação.
Quando o sol se recolhia
Vinha a lua e seu clarão.

Ele lhe dava: boa noite!
E logo no céu sumia
No outro dia bem cedo
Ela lhe dava: bom-dia!

Assim por muito tempo,
Viveram nessa agonia
Enquanto um chegava,
O outro triste sumia.

Seu sol mui enamorado,
Por dona lua se derretia.
E ela tristonha chorava
Quando seu astro partia.

Dona lua foi minguando
Diante de tanta tristeza.
O toque de raios solares
Devolvia-lhe a beleza.

Júpiter sensibilizado
Com tal amor proibido
Criou um grande eclipse
E tudo ficou resolvido.

Toda vez que o céu escurece
Dá-se a verdade mais crua.
Seu sol cheio de amor
Vem cruzar com dona lua.

Depois de certo tempo,
Bela e cheia ela aparece.
E Seu Sol agradecido
Entre raios resplandece.


Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará
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