quinta-feira, 28 de junho de 2007

Frase do dia
"De tanto que se preocupam com a prefeita Luizianne Lins, quando o seu foco deveria ser o governo do Estado, os membros da bancada do PSDB na Assembléia estão sendo chamados de vereadores estaduais (ou deputados municipais, como queiram). "

Neno Cavalcante, jornalista

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Festas Juninas, Viva São João - Por Bérgson Frota / Fortaleza
Em junho chegava o período das fogueiras, das festas de Santo Antônio, São João e finalmente São Pedro. Delas a que mais brilhava era a de São João, também a mais conhecida e cantada.

Isso narro não para o tempo presente, mas como a montar da memória retalhos. É de Ipueiras, ainda eu garoto ao ver do alto do morro do Cristo a cidade à noite, cheia de fogueiras que mais pareciam pontos fortes de luz oscilantes a variar entre o amarelo e o vermelho, das ruas amplas às ruelas até findar-se nos braços alongados aonde a cidade ia por fim acabar-se.

Havia lá as quadrilhas, as quermesses, com sorteios para o benefício da paróquia e finalmente a devoção aos santos de cada festa.

Balões riscavam o céu da pequena cidade, uns a pender quase caindo, mas por fim subindo, outros já em queda final e outros a subir até a vista finalmente apagar.

Cada santo tinha uma ligação com o viver e o necessitar humano. Pobres padroeiros, responsáveis por tantas preces, e ainda hoje há de se atestar quantas estão por atender.

Assim havia nas quadrilhas os casamentos matutos, os lances hilários do padre e finalmente, na dança os "anarriês" e "alevantous", resquícios das típicas danças nobres francesas, perdidas da raiz e, incorporadas a uma tradição que de tão rica por si se bastava.

Salões cheios de comidas. Aluás, bolos de milho, cocadas, pés-de-moleque, batata doce, quentão e jerimuns assados.

As festas juninas evoluíram, não acabaram e quiçá nem hão de findar-se, mas no interior em muitas cidades pequenas, ao atento observador, há de perceber ainda traços arcaicos destas festas folclóricas, já não mais presentes nas realizadas em grandes centros.

Expressão maior da alegria da alma nordestina, pois na região inteira faz-se forte a tradição, segue sob o grande luar e o céu estrelado a troca de pares na dança em que cavalheiros de chapéu de palha e damas de longos vestidos de chita fazem num ritual da dança a quadrilha junina, e ao dançarem nas noites que saúdam os santos, e repetir a cada ano no mesmo mês tais festas, levam-nos a concluir que, muitas coisas mudam, mas as essenciais permanecem, nelas o espíritos junino do nordeste, fruto da alegria que este povo aprendeu a criar e ao mesmo lançar no ato de tudo a comemorar.

Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.

Bérgson Frota é professor visitante da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e professor de Grego Clássico no Seminário da Prainha - Fortaleza.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Frase do dia
"Roriz diz que ia se explicar. Então, vamos esperar. Não podemos prejulgar se é uma denúncia mais grave ou não que a de Renan. O fato é que existe uma denúncia e ele vai se explicar."

Romero Jucá (PMDB-RO), líder do governo no Senado

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Longo Amanhecer - Por Marcondes Rosa de Sousa / Fortaleza
Ante o poço sem fundo da corrupção "neste País", a me pautar "paciência histórica", um forte spleen me invade. Decido calar-me e encostar a caneta. "Justo quando te reconheces quixotesco e o Fórum Social Mundial aponta outro mundo possível?", cobra-me Isolda Castelo Branco (UFC). Para os dicionários, o termo diz do "romântico, sonhador a se meter em estripulias" (Aurélio Séc. XXI), hoje a assumir a conotação de quem se vale da "ordem desordenada da arte, a superar a da própria natureza" (Cervantes), num resgate de Heráclito: "A ordem mais bela é um monte de detritos amontoados ao acaso". O mitológico "no princípio, o caos", e o bíblico apocalipse, em tom de "revelação e aviso".

Na mídia, tento decifrar: docentes e guardas a atirar cadeiras e gás de pimenta, uns contra os outros, na agressiva e narcísea "Fortaleza Bela". Nas ruas, rincões, favelas, prisões, alto escalão, a violência a nos irmanar. Na política, o "passar a limpo o País", com o basta ao salto alto de uns e os tamancos de outros, persistentes UDNs, o povo a exigir, destes, os pés no chão. Aos turistas, o "relaxe e goze", da sexóloga ministra, sedução masoquista de apagões aéreos, ícones do "próspero". Tempos de murici, cada qual a cuidar de si, sob as sombras das mal-humoradas mangabeiras a nos desenhar futuros...

Em nossa bandeira, "ordem e progresso" a chocar-se com a criativa desordem. Mais que império da maioria, quer-se respeito às minorias a compor dissonantes acordes. "Um longo amanhecer", no depoimento otimista deixado por Celso Furtado, no qual, a CNBB "não vê atitude de desesperanças", mas "a metáfora de um país que ainda não encontrou o caminho de um desenvolvimento sustentado". Pedrinho, o neto, guerreiros voadores seus à mão: "vô, para onde nós vamos?". E eu, a abraçá-lo com emoção: "Porto seguro"!

Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Frase do dia
"Senhoras e senhores, comecemos a campanha "Renan, relaxa, goza e fala tudo, tudinho..."

Ptsauro, leitor do blog

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Salinas: Clima de praia carnavalesco - Por Ana Gomes / Rio de Janeiro


O verão 2008 para a grife Salinas é puro carnaval. Foi no clima carnavalesco que foi feito o desfile para o Fashion Rio. Destaque para a belíssima Michelle Alves que arrancou elogios da platéia. Juliana Imai e Izabel Goulart também exibiram charme e elegância nas passarelas. Um luxo!!!

A têndencia mostra babadinhos em camadas, nos biquinis e saias. Os maiôs bem comportados na frente esbanjaram decotes nas costas.

A fotógrafa Renata Monteiro não dormiu no ponto e arrasou nas fotos para nossa coluna!

Arrasou!

Ana Gomes é jornalista

terça-feira, 19 de junho de 2007

Frase do dia
"Não saio. Estou tranqüilo. Sofro pressão só da imprensa."

Renan Calheiros

sexta-feira, 15 de junho de 2007

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Festas de São João - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro


Com é gostoso se ver
No sertão das Ipueiras,
O sorriso das meninas,
Remexendo as cadeiras,
O forró correndo solto,
No faiscar das fogueiras.

É milho, é pamonha,
Caldo quente e canjica,
Rapaz tomando chegada,
Atrás de moça bonita.
Muita trança, muito laço,
No colorido das fitas.

O gritador toma fôlego
P'ra gritar sua quadrilha,
Pares dançam animados,
Sob aplausos da família,
É o são João do Nordeste
Sinônimo de maravilha.

Um grita: olha a chuva!
Outro: agora é o trancelim
Um rapazinho galante,
Acena e pisca p'ra mim.
E eu fico feliz da vida,
Vendo meu sertão assim.

É fogueira, é folia,
É forró e animação
Menino soltando traque
Rapaz soltando rojão,
É a cultura nordestina
Incendiando o sertão.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará

terça-feira, 12 de junho de 2007

Frase do dia
"Depois que já vavázou, agora "eles" querem cercear o vavázamento..."

Trixie, leitor do blog

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Romário dos 1.000 Gols - Por Bérgson Frota / Fortaleza


Era ainda manhã cedinho quando recebi como presente de aniversário de um tio, o selo que comemorava os 1.000 gols de Pelé, exultante fui correndo por no meu álbum a valiosa estampa, e nela mirava o rei do futebol comemorando num pulo seu grande feito.

Ainda criança pensava no rei e na façanha incrível daquele grande jogador.

Os anos passaram, e o feito ficou marcado de forma indelével em minha memória.

Então surgiu Romário, também com seus muitos títulos e os 999 gols, contados e comprovados.

O "baixinho" procurava como Pelé marcar o gol mil. Fosse talvez como presente dos deuses no Maracanã, templo maior do futebol mundial, ou como foi o acontecido no estádio de São Januário.

Romário fez o gol mil, e emocionado após cobrar com êxito um pênalti, seguiu em volta olímpica com todo o estádio a lhe acompanhar, vibrando pelo feito.

O jogador que corria pelo campo, com os olhos marejados de lágrimas, levantava uma conquista pessoal e coletiva. Assim como ele, o povo brasileiro se viu vencedor, e se antes mil gols era coisa de rei, agora passava a ser do lutador, daquele simples jogador ou do afamado de glórias que tem sempre a sua frente grandes objetivos e se não os tem, cria-os e segue adiante para vencê-los.

Romário é antes de tudo hoje, o jogador que encarna antigos valores, menos comerciais, mais sentimentais. Frutos de gana e garra, arquétipo puro, lapidado e perfeito do que foi e é a definição do verdadeiro jogador brasileiro.

Bérgson Frota é professor visitante da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e professor de Grego Clássico no Seminário da Prainha - Fortaleza.

domingo, 10 de junho de 2007

Frase do dia
"A classe política rouba, rouba, e não acontece nada."

Senador Pedro Simon (PMDB-RS)

sábado, 9 de junho de 2007

Quem está contra os homossexuais? - Por Miriam Zanutti / Rio de Janeiro


Estive semana passada em São Paulo para lecionar no Seminário Betel Brasileiro. Aproveitei a oportunidade para fazer algumas visitas a várias comunidades étnicas e sociais. Em uma dessas visitas fui ao bairro do Butantã onde existe um reduto de travestis.

Interessante que estão condenando as igrejas e instituições que apóiam o interesse de muitos homossexuais e travestis de mudarem sua opção sexual.

Caros senadores e simpatizantes, se desejam tanto acabar com a homofobia, deveriam ir até estes redutos de prostituição verificar a qualidade de vida dos travestis. Eles são repudiados pela sociedade e ninguém quer alugar imóvel para eles por vários preconceitos. Vi com meus próprios olhos o ambiente de moradia e no que se resume a vida deles. É muito bonito discursar e estabelecer leis à distância da realidade. Contudo, não querem de perto resolver os grandes problemas que os travestis enfrentam.

Nós cristãos abraçamos os homossexuais, acolhemos travestis, respeitamos como seres humanos, mostramos amor e interesse em ajudar. Quem realmente está contra os homossexuais? Então sejam mais realistas e honestos nas leis que defendem, pois ninguém realmente tem interesse por eles como muitos cristãos têm demonstrado. Aprovar a lei não vai garantir qualidade de vida, trabalho e moradia, esta realidade poucos abraçam.

Miriam Zanutti é jornalista


sexta-feira, 8 de junho de 2007

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Frase do dia
"Eu conheço o meu irmão há 61 anos, eu sou capaz de duvidar que meu irmão tenha algum problema, mas de qualquer forma, se a PF fez a investigação, tá feita a investigação, isso vale para qualquer um dos 190 milhões dos brasileiros."

Lula

terça-feira, 5 de junho de 2007

Dos sonhos a realidade - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro
Desde de criança os contos de fadas povoaram a imaginação de Luara. Cresceu sonhando com príncipe encantado, sapatinho de cristal, despertar com beijos, carruagem encantada, três dias e três noites de festa e um, "felizes para sempre".

Bonita, sensual, nunca precisou perguntar ao espelho se haveria alguém mais bela do que ela. Segura de si, bem cotada no rol das moças casadoiras, príncipe, não lhe faltava. Mas... tinha um porém, encantado!

Escolheu, escolheu, beijou, beijou, sem nunca encontrar a magia dos contos de fadas. Chegou até a pensar em beijar um sapo, mas seu asco pelo batráquio não lhe permitiria tamanho sacrifício, ainda mais sem garantia de metamorfose.

Para Luara príncipe encantado não fazia cocô, não fazia xixi, não roncava, nem soltava pum.

Certa vez, um simples pum escapulido, foi motivo suficiente para acabar um relacionamento já bem encaminhado.

O tempo corria e Luara chegou a conclusão que sapo só vira príncipe realmente em contos de fada.

Sem querer ficar para titia, moça velha ou no caritó, como se dizia antigamente, resolveu esquecer as maravilhas que poderia lhe proporcionar uma varinha de condão, como ouvir sinos imaginários, ver estrelas inexistentes escolheu o melhor entre seus pretendentes e casou.

No passado ficaram as ilusões e fantasias.Decidida, viveria da melhor maneira possível o que a realidade lhe oferecia.

Desceu das nuvens, onde construiu seus castelos, esqueceu as mil e uma possibilidades de prazer proporcionadas por uma varinha mágica e pisou firme no chão no intuito de escrever uma nova história onde a maturidade e a sabedoria teriam papéis importantíssimos em sua vida, como o matrimônio, a procriação e os desígnios de Deus.

Se nunca chegou a ser, nenhuma Cinderela ou princesa, também não vive voando em vassouras, nem se sente uma Moura Torta. Outro dia até se espontou, pois a chamaram: RAINHA DO LAR!!!!!!

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará

sábado, 2 de junho de 2007

Frase do dia
"Em seus delírios autoritários, Chávez é tão patético que só nos resta esperar que ele faça uma nota de retratação dizendo que foi sem querer, querendo."

Do presidente do PPS, Roberto Freire (PE)

sexta-feira, 1 de junho de 2007