sexta-feira, 27 de abril de 2007

quinta-feira, 26 de abril de 2007

O país de Mello Mourão - Diário do Nordeste / Fortaleza



O biógrafo José Luís Lira (foto acima) lança hoje sua pesquisa em torno da vida e obra do escritor Gerardo Mello Mourão

O livro “A Saga de Gerardo: um Mello Mourão”, de José Luís Lira, será lançado, hoje, às 19h30, no Centro Cultural Oboé, com apresentação do imortal Antonio Olinto, da ABL

A idéia do autor era lançar o livro no dia oito de janeiro, nos 90 anos de Gerardo Mello Mourão. Mas a doença do poeta, que foi hospitalizado no dia dois de janeiro, e sua morte, em nove de março, acabaram impedindo a homenagem em vida. Gerardo Mello Mourão, no entanto, teve a oportunidade de conhecer o ensaio biográfico escrito por José Luís Lira. “Ele aprovou tudo”, orgulha-se o autor.

A obra é composta de um breve histórico da cidade de Ipueiras, capital do “país dos Mourões”, como o poeta denominava a região da Ibiapaba. “A família de Gerardo fundou a cidade de Ipueiras, onde o poeta nasceu, e tinha influência em toda a Ibiapaba”, explica Lira. Na segunda parte do livro, são resgatados aspectos importantes da vida do poeta: a infância e adolescência, entre Ipueiras e Cratéus; os tempos de seminário; a participação no movimento integralista; e a prisão durante a ditadura de Vargas. “Ele ficou preso, como bem recordava, durante 385 dias e cinco horas”.

Em seguida, o leitor é convidado a fazer um passeio panorâmico pela produção literária de Gerardo Mello Mourão. “Nesta síntese biográfica, nos deleitamos, ora com a força inspiradora do poeta, ora com a sensibilidade analítica de seus apreciadores, que nos dão enlevo pelo conteúdo e a certeza de que o autor José Luís Lira teve a feliz inspiração na escolha da personalidade apresentada e nos textos selecionados”, comenta Maria Norma Maia Soares, coordenadora das Edições Uva.

Segundo ela, Gerardo Mello Mourão rompeu cedo com as barreiras do seu universo natal, Ipueiras, em busca de seiva cultural que alimentasse e permitisse desenvolver os seus talentos. “Reconhecido pela crítica literária, a ponto de ser comparado ao maior poeta da língua portuguesa, é motivo de orgulho para os seus conterrâneos conhecedores de sua arte aplaudida pelos mais lídimos representantes da literatura nacional e internacional”.

Aclamado pela crítica em todo o mundo, Gerardo Mello Mourão é autor de belas obras, destacando-se: “Valete de Espadas”, escrito na prisão do Estado Novo; “O País dos Mourões”, onde registra a trajetória de seu povo; e a “Invenção do Mar”, epopéia das descobertas portuguesas. “Uma vida tão rica, dedicada à cultura e à poesia, com rápidas passagens pelo magistério e pela política partidária, fez com que uma secular irmandade de poetas, a Guilda Órfica, sediada na Itália desde 1500, o aclamasse Poeta do Século XX. Para nós cearenses, Mello Mourão é um orgulho e toda vez que nos deparamos com sua obra não há como fazê-lo sem que nos encantemos com sua poesia camoniana”.

Para o filho do poeta, o embaixador Gonçalo Mourão, o título do novo livro de José Luís Lira é bem elucidativo. “Na verdade, Gerardo não é Gerardo, é um Mello Mourão. Mas, como a própria obra poética que ele criou e nos mostra, ser Mello Mourão, ali, significa muito mais do que pertencer a uma vasta família do Ceará Grande: significa legar para o mundo este quinhão de aventura humana que meu pai inventou, porque cantou e vem cantando”.

Segundo o imortal Antonio Olinto, da Academia Brasileira de Letras, Gerardo Mello Mourão era um poeta único. No meio de muitas correntes da poesia contemporânea brasileira, conforme Olinto, a obra de Mello Mourão fazia dele um estranho e um solitário. “Nada há que se assemelhe. Nenhum fazedor de versos desta parte do mundo tem com ele parentesco”. Além do lançamento do livro de José Luís Lira, será realizada uma sessão solene em homenagem ao poeta de Ipueiras, hoje, às 15 horas, na Assembléia Legislativa do Estado.

Serviço: Lançamento de ´A Saga de Gerardo: um Mello Mourão´ (Edições Uva, 235 páginas, R$ 30,00), hoje, às 19h30, no Centro Cultural Oboé (Rua Maria Tomásia, 531, Aldeota). Informações: (85) 3264.7038.

Délio Rocha - Repórter Diário do Nordeste

Matéria publicada no jornal Diário do Nordeste, de Fortaleza, em 26 de abril de 2007

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Eu não entendo - Por Beto Costa / Rio de Janeiro
Hoje acordei mais cedo do que o habitual. Faltavam mais de 30 minutos para o despertador soar. Fiz minha higiene matinal. Aproveitei e levei o café-da-manhã na cama para a minha amada. Estranhamente bem disposto já que hoje completo seis meses desempregado, traço um roteiro de entrega de currículos e despeço-me das crianças que acordavam afim de irem para escola.
Na cabeça, um mundo que gira cada vez mais rápido lembra-me que não tenho muito tempo. Preciso logo de um trabalho. Ser sustentado pela esposa e não ter dinheiro sequer pra comprar um DVD me angustia. Com o dinheiro contado pego o ônibus para o centro da cidade.

Não tenho hora pra voltar e muito menos um trocado pro lanche. O Sol já castigando de manhã cedo anuncia que em breve começará o horário de verão. Dou sinal para o terceiro ônibus, sem ar condicionado, o Parador é mais barato! É impressionante como mal começou o dia e algumas pessoas já estão amarguradas. A trocadora nem respondeu ao meu bom-dia. E cada passageiro sem trocado ela virava os olhos e falava para esperar.

Até que uma hora ela explodiu:

"-Passageiro tem que vir com o dinheiro trocado. Não sou banco."

Pronto! Começava a guerra. Falatório e insultos fizeram acordar quem tirava uma soneca. Após o tumulto consegui sentar na janela. Mas a fileira atrás do motorista não é muito indicada. Pois lá o Sol bate mais forte. A sensação que eu tinha era que até os meus óculos transpiravam. Chegando em Bonsucesso, perto da linha amarela, um engarrafamento sem fim nos obrigou a parar. Os vendedores ambulantes de água e refrigerante começaram a encher os bolsos. Todos queriam algo pra refrescar. Olho pela janela e um carro de passeio que seguramente ia para a praia aumenta o volume do rádio:"cidade maravilha purgatório da beleza e do caos". Não há nada melhor do que a juventude. A falta de responsabilidade nos faz crer que somos capazes de tudo.

Mais de trinta minutos e não havíamos andado nem meio metro. O motorista já tinha até desligado o motor. Não havia nada a ser feito a não ser esperar. Os mais bem afortunados podiam ligar para o trabalho informando o motivo do atraso. Naquela altura dos acontecimentos não importava mais o motivo da parada: Guarda Nacional; manifestação; batida ou qualquer outro acidente. O semblante esgotado de todos retratava a mais límpida indignação. Dou mais uma olhada pela janela e vejo uma jovem grávida fumando. Foi quando, sem motivo algum, comecei a ter vários pensamentos não necessariamente correlatos, mas com uma coisa em comum: o que não consigo entender. Eu não entendo como magistrados que concedem habeas-corpus aos presos para estarem com seus familiares em datas festivas não sofrem nenhum tipo de multa, advertência ou sequer dão uma satisfação a sociedade, quando esses cidadãos de boa conduta e completamente regenerados extinguem por conta própria a pena e não voltam para as celas. Eu não entendo como a justiça permite que um prisioneiro vá passar os dias dos pais em casa se este não tem pai tampouco filhos.

Suspeito?

Claro que não! Todos sabem que os interesses pessoais são indisponíveis e o que sempre deve prevalecer é a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses coletivos. Outra coisa que também não entendo é porque os nossos políticos possuem a vitaliciedade dos Cofres Públicos enquanto que o futuro aposentado será obrigado a contribuir com o INSS. Ah! Já estou eu falando de política novamente! Meus amigos não agüentam quando eu começo... Mas só de lembrar que os nossos governantes usufruem da irredutibilidade de subsídios... Nossa! Que raiva! Mas talvez seja por isso que a nossa inflação seja praticamente inexistente. Depois me criticam quando digo que acredito em Papai Noel. Melhor crer nisso do que na real necessidade e implicações dos nossos Ministérios. Aliás, alguém sabe quantos e quais são?

De repente, barulho de tiros pertinho do ônibus. Após o susto todos correram para o lado esquerdo para as apurações. Um menino morto a alguns metros e a esposa do motorista, que reagiu ao assalto, ferida gravemente. Mais tarde no noticiário da noite fiquei sabendo que a mãe de dois filhos não suportara ao ferimento e faleceu ainda no local. Não tinha como nenhum atendimento médico sequer se aproximar do local. Estava tudo parado! Ah! O comparsa do assaltante fugiu por entre os carros. É impressionante o aumento da violência. Hoje em dia eu ando com medo no bairro onde cresci.

"-Você sabia que os crimes praticados por jovens cresceram na zona norte do Rio, onde o menino, João Hélio Fernandes foi morto?" Puxa assunto um senhor de cabelo engraçado que sentava ao meu lado. Após um breve bate-papo lembrei-me de mais uma coisa a qual eu não entendo. Por que turistas têm escolta policial em Pernambuco? O que aconteceu com a cordialidade brasileira? Será que alguém tem idéia do que estamos nos transformando? Enquanto vou tentando achar respostas recordo-me, que no fim de janeiro desse ano, no estado do Paraná, produtores jogaram no lixo 20 toneladas de batata por dia. Há coisas que definitivamente eu não consigo entender!

O ônibus acabou de andar um bom trecho. A pista deve estar sendo desobstruída. Contudo, antes que ele parasse novamente vi no outdoor a propaganda de uma revista semanal. Por isso, foi impossível não lembrar dos fundadores da Igreja Renascer em Cristo, Estevam Hernandes Filho e Sônia Haddad Moraes Hernandes e como ainda possuem credibilidade diante dos seus fiéis. Porém, que saber o que me assustou mais? A revista ter sido condenada a indenizar a Igreja Renascer, a bispa Sônia e ao bispo Estevam em mil salários mínimos por danos morais. Agora eu sei porque a fé e a justiça são cegas.

O buzinasso para que os carros dessem um jeito para a ambulância passar alvitrou-me da jovem em trabalho de parto, de 18 anos, que morreu após ter ido a quatro hospitais sem obter êxito no atendimento. Negligencia médica? Claro que não! São apenas dados estatísticos. Quem se importa com isso?

Já faz mais de uma hora que estamos nesse engarrafamento. O sol ta de matar. Sorte que entre os passageiros havia uma estudante de enfermagem. Pois já havia gente passando mal com o calor. E por falar em calor... Tá aí mais uma coisa que não entendo. Quem liga para o aquecimento global? Afinal, a previsão é de que até o ano de 2100 as temperaturas aumentem até seis graus. Todavia, isso é um problema do futuro. Não viverei tanto tempo assim. Só pode ser isso que o senso comum pense. Não é possível!

Finalmente começamos a andar direitinho. Um caminhão havia perdido o controle, batido em alguns carros na via Amarela, o que resultou na sua queda do elevado. Tudo parou porque um motorista após descobrir que a sua esposa o traía com o seu irmão ficou bêbado e resolveu ir trabalhar. De quem é a culpa e o dolo?

Trânsito normalizado, passageiros gritam comemorando sem ainda terem a mínima idéia do acontecido. Foi quando ouvi a passageira sentada logo atrás perguntar para a amiga como havia sido o paredão do Big Brother. Eu não entendo o fascínio exercido por esse tipo de programa.
O velhinho do meu lado se despede como fossemos bons amigos, levanta e desce no próximo ponto. Caramba! Eu acho que não ouvi nada do que ele falou comigo. Eu devia estar em transe com o emaranhado de pensamentos. A estudante que senta no lugar do senhor diz para amiga, que ficara em pé, que estava doida para chegar o dia 23 de abril, Dia de São Jorge, para ir a igreja agradecer o cumprimento de um pedido e depois iria subir a escadaria da igreja da Penha de joelhos para cumprir a promessa. Eu não entendo a idolatria por esses chamados santos.

Religião, política e futebol, todos sabemos que não se deve discutir. Todavia, a religião católica me intriga muito! Se o catolicismo tem como doutrina os ensinamentos escritos na Bíblia, em qual livro aparece São Jorge, São Cosme e Damião, Nossa Senhora da Aparecida, dentre tantos outros? Pois eu já li a bíblia toda e não os encontrei. No entanto, em Êxodo, capítulo 20, parágrafos 3,4 e 5, encontro o seguinte: "Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto..." Como entender?

Já estou quase descendo. Daqui a três pontos começarei a minha caminhada por um emprego novo. O que mais me aborrece é que nesses meses desempregado já enviei mais de 100 currículos. Seja via internet ou batendo nas portas das empresas. Isso sem falar das empresas de currículo On-line, as quais sou cadastrado! E até agora nem uma oportunidade de entrevista me foi concedida. Ao descer do ônibus enumerei mais algumas coisas as quais não consigo entender: o que tenho feito de errado? Será que não estou bem vestido? Será que não sou um bom profissional? Será o meu currículo? No que sou avaliado?

Antes de atravessar a Avenida Rio Branco com a Presidente Vargas me veio um flash-back do meu ultimo emprego. Uma produtora prestadora de serviço para uma editora de São Paulo. De repente, essa editora concluiu não precisar mais investir aqui no Rio e somada a uma péssima administração da produtora fecham-se as portas. O dono da empresa, meu padrinho de casamento, recebeu todo o dinheiro dos trabalhos prestados, contudo não os repassou para nenhum funcionário. Comigo, ainda teve um fato mais triste... Por ter sido meu padrinho de casamento ele falou que me daria um fogão de presente e que quando eu visse o produto poderia efetuar a compra no meu nome, dependendo do preço, em suaves parcelas, que ele as honraria. Isso aconteceu com as três primeiras. Depois disso o meu nome foi para o SPC. Agora estou recém-casado, desempregado e endividado.

Às vezes, fico pensando como seria o mundo se cada um se fizesse uma simples pergunta: o que preciso fazer para consertar o que está ao meu alcance?
Mas chega de tristeza e de baixa estima! Tá na hora de fazer acontecer! Hoje vai ser diferente. Tenho convicção disso. Desejem-me sorte. Já estou na portaria da primeira empresa que irei hoje. E hoje, eu só volto pra casa com a minha carteira de trabalho assinada. Afinal, o meu lema é: "renunciar nunca, enfraquecer-me jamais". *PC*

Beto Costa é jornalista

terça-feira, 24 de abril de 2007

Frase do dia
"Todo mundo sabe o que eu pensava em 2006, eu sempre fui contra a reeleição. Acontece que tem o instituto da reeleição e eu sou um presidente reeleito, portanto, eu não posso agora dar palpite."

Lula, no programa Café com o Presidente

sexta-feira, 20 de abril de 2007

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Frase do dia
"Vocês me encurralaram e só me deixaram uma opção. A decisão foi de vocês. Agora vocês têm sangue em suas mãos e nunca vão conseguir limpá-las."

Cho Seung-hui, o assassino de 32 pessoas da Universidade Técnica de Virgínia

quarta-feira, 18 de abril de 2007

O Circo em Ipueiras - Por Bérgson Frota / Fortaleza

O circo de todas as gerações sempre trazia alegria, esperança e dias melhores para o povo de Ipueiras, hoje deixando um imenso vazio (Foto: Banco de Dados)

Nos meses de férias ou em festas de fim de ano sempre chegava a Ipueiras um circo.

Quando determinavam o sítio de montagem, logo as cafezeiras da cidade apareciam fazendo um espetáculo à parte. Brigavam pelos melhores lugares, os mais apropriados para a venda de seus produtos.

Nos circos, quando havia animais, estes eram a maior atração. Não tendo, o que ocorria na maioria das vezes, passava a ser o eterno palhaço, o centro das atenções da meninada. Era cercado e dela difícil se livrava.

Em geral o circo passava um mês e meio na cidade.

E quando o palhaço que diariamente desfilava nas ruas a anunciar :

- É hoje! É hoje o dia do grande advento, o artista voador e a cobra que vai engolir um jumento.

A meninada a acompanhar gritava alegre repetindo o refrão. Nas ruas por onde passava a comitiva levava movimento e animação.

Dos circos havia os de lona grossa e curta, outras compridas, sempre de cor amarronzada e com bandeirinhas enfeitando a cobertura.

Dentro era cheio de cordas, escadas e fora as cadeirinhas especiais mais próximas do palco, tomava espaço a vasta arquibancada em forma de ferradura que servia à maioria.

À noite apresentavam-se os acrobatas e engolidores-de-fogo, seguidos da comédia dos palhaços, o drama dos atores e o sobrenatural na figura do mágico que da platéia sempre solicitava alguém, para no fim, depois do truque feito e bem sucedido, receber do público os aplausos merecidos.

Assim eram os circos em Ipueiras.

Espetáculos únicos e variados que deixaram saudades e lembranças, que com o tempo marcaram com magia e encanto a vida de várias gerações de ipueirenses. *PC*

Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.

Bérgson Frota é professor visitante da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e professor de Grego Clássico no Seminário da Prainha - Fortaleza.


terça-feira, 17 de abril de 2007

Frase do dia
"Se querem fazer gentileza, façam com seus chapéus. O PMDB não abre mão de indicar o presidente ou o relator da CPI do Apagão Aéreo."

Do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN)

sexta-feira, 13 de abril de 2007

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Saudade de Zé Dirceu - Por Marcondes Rosa de Sousa / Fortaleza


Ir ao chão, daí levando ao poder o sentir do povo (Maquiavel). E, no clima, o inesperado êxito do Piauí, com nossa melhor escola, em meio a nossa educação hoje entre as piores do mundo. Daí, o virarmos de Saulos em Paulos (pequenos) a buscar, na Finlândia e no Oriente, o porto de nossa pedagogia: o trabalho e a vida. Na UTI, eu a cair do cavalo. SOS, a mim pedido, por acadêmicos. O "poder da caneta," não fruto da cátedra, mas do jornal e da mídia.

Razões a Darcy Ribeiro. Morto, o vestibular. Inteligências múltiplas, nele, se atropelam na costura de um pensamento complexo. Enganoso marketing pinta de palhaços os docentes, ridículos clientes de vazios diplomas, estelionatários cheques sem fundos de nossas escolas.

Súbito, é o Planalto que cai do cavalo: nossa educação, entre as piores do mundo? Às pressas, mágico plano a "passar a limpo o País", por quem não é dado ao ler ou ao ouvir - os docentes já, em meio à violência urbana e escolar, a se verem "jumentos de verdureiros", na busca do pão-nosso-de-cada-dia.

Apagão aéreo. Ordem e progresso, a chamar o feito à ordem. Em confiteor, controladores de vôo nos pedem socorro e... perdão. Do alto plano, tal help se vê "traição". Páscoa, a passagem: Cristo, cordeiro por nós imolado, a beijar os rústicos pés dos apóstolos. De Judas, o traidor, inclusive, em sinal de perdão.

Volto a 84, quando Celso Furtado, nos fala dos ciclos de 15 anos em nossa política, em meio a confissões de "inflexões e deflexões" em seu repensar o País. Aí, a surpresa de uma sociedade já então acima das corporações e governos. E o apelo a que "vocês jovens aprendam com nossos erros".

Hoje, ciclo de marxismos outros, de Hugo Chavez sem Marx... Tempo de repassar aos jovens de agora o "aprender com nossos erros". E de saudades do maquiavélico Zé Dirceu! *PC*

Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.

Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Fase do dia
"Faz parte do Regimento [da Câmara dos Deputados]. Nunca fui contra uma CPI."

José Alencar, vice-presidente da República, a respeito da CPI do Apagão Aéreo

terça-feira, 10 de abril de 2007

No Mundo da Moda - Por Gilberto Junior / Rio de Janeiro



A repórter Ana Gomes trabalha com jornalismo de moda desde janeiro desse ano. Mas, já está envolvida no meio fashion há quase um ano e meio. Ana, que trabalha como correspondente para um site de Portugal, conta, em entrevista exclusiva ao blog Moda Pop, que a principal característica que o jornalista de moda deve ter é a cara de pau e que para ser um bom comentarista fashion, o repórter deve ser bem informado sobre tudo o que acontece no mundo.

Confira os Highlights da entrevista!

Moda Pop: O que você acha que é preciso para se tornar um bom jornalista de moda?

Ana Gomes: Em princípio tem de estar sempre informado. Ler bastante, participar de eventos, palestras. Ficar antenado em tudo o que acontece, desde as novas tendências, até mesmo aos assuntos referentes a gestão de moda. Afinal, um jornalista tem que saber escrever de tudo um pouco. Desde os acontecimentos dos últimos desfiles, até mesmo a troca de estilistas das grifes.

MP: Quais características o jornalista de moda deve ter?

AG: Cara de pau é a principal. Se não correr atrás, investigar a fundo, até mesmo quando não está participando de algo, vai "comer barriga". Tem que se meter em tudo mesmo. Ser um verdadeiro curioso. E sempre estudar muito, não parar nunca.

MP: Quando e como você começou a trabalhar com notícias relacionadas a moda?

AG: Sempre fui apaixonada por moda. Quando conheci Simone Queiroz, professora de moda e integrante da equipe da marca Triton, comecei a me interessar mais ainda. Resolvi fazer cursos de produção de moda e vitrine. E ainda por cima a minha monografia tratava sobre a moda nos jornais populares. Quando vi, eu já era moda dos pés até a cabeça. Foi quando fui chamada para ser colunista do portal Tropical de Portugal. A coluna seria sobre celebridades. Mas, a moda falou mais alto e sempre que posso dou uma ênfase muito maior ao assunto. Esse mês estréia meu programa pela TV Pinheiro sobre moda e cultura, além do programa na TV on-line do portal.

MP: Você acha que existe crítica de moda no Brasil?

AG: Acho que não. Existem pessoas que se julgam críticas, mas na realidade falam tanta coisa sem nexo que a crítica se torna na realidade um comentário qualquer.

MP: Sobre o último Fashion Rio, Você tem algo a falar?

AG: Acho que falei muito na minha coluna. Mas resumindo e colocando um ponto final, acho que é um evento que tem tudo para dar muito certo. Mas, que deveria ser melhor organizado, até mesmo para não causar uma impressão ruim para imprensa internacional. Como aconteceu.

MP: Como você acha que a moda estará no futuro?

AG: Acho que a moda é uma eterna reciclagem. Deve estar um pouco mais "modernizada", porém resgatando algo do passado.

Gilberto Junior é estudante de jornalismo

Texto publicado originalmente no blog www.modapop.blogspot.com

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Frase do dia
"O PMDB não tem quase nada."

Deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB, partido que controla cinco ministérios e que agora quer mais espaço no segundo escalão

terça-feira, 3 de abril de 2007

O Vôo do Poeta - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro
O poeta foi chamado
Bateu asas e voou.
Agora faz seus poemas,
Ao lado de Nosso senhor.
O peito de cada amigo
Transformou-se em abrigo,
Da saudade que ficou.

Velho poeta querido
Amigo do coração,
Seras sempre em minha vida
A mais doce recordação
E cada poema deixado
em meus lábios serão rezados,
como se fosse oração.

Voa amigo querido.
Voa amigo fiel,
Que os anjos te acompanhem,
Nesta jornada pro céu.
Pois aqui mais que sentida
Tua inesperada partida,
Deixa um vazio cruel *PC*

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Frase do dia
"Os últimos acontecimentos deixaram claro que o subordinado é o governo. Quem manda são os controladores de vôo."

José Carlos Aleluia (DEM-BA)