terça-feira, 28 de fevereiro de 2006

Amor de carnaval - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro


Me vesti de colombina,
com alegria de menina,
fui brincar meu carnaval.
Era grande minha alegria,
achava aquela folia,
realmente genial.
Foi quando passou por mim,
pulando pelo salão,
fantasiado de índio,
conquistou meu coração.
Era na realidade,
o mais belo folião.
Quando nos esbarramos
no meio da multidão,
foi total encantamento,
fui dançar em seu cordão.
Sua flecha de guerreiro.
acertou meu coração. *PC*

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2006

Frase do dia
"Hoje não é dia de Serra nem de Geraldo, mas de Pierrot e Colombina".
Geraldo Alckmin, Governador de São Paulo.

sábado, 25 de fevereiro de 2006

Entrudo - Por Carlos Moreira / Ipueiras


Arionauro - A Charge Online

São várias as versões sobre a origem da palavra "Carnaval". No dialeto milanês, carnevale quer dizer "o tempo em que se tira o uso da carne", já que o carnaval é propriamente a noite anterior à quarta-feira de cinzas. No Brasil, o evento é a maior manifestação de cultura popular, ao lado do futebol. É um misto de folguedo, festa e espetáculo teatral, que envolve arte e folclore.

Na sua origem, surge basicamente como uma festa de rua. Porém, na maioria das grandes capitais, acaba concentrado em recintos fechados, como sambódromos e clubes.

No Ceará e mais especificamente na região serrana da Ibiapaba, o carnaval tem se constituído numa das festas populares com maior participação do público e visitação dos foliões.

As administrações municipais vêm investindo continuamente na infra-estrutura das praças e balneários e contratação de bandas para receber os carnavalescos da região.

Na serra da Ibiapaba, Viçosa do Ceará, Tianguá, Ibiapina , São Benedito e Guaraciaba do Norte têm se destacado no carnaval noturno de rua (nas praças). Estas cidades irão receber foliões de toda a zona norte do Estado.

A folia começará no Sábado gordo até terça-feira, entrando pela manhã da quarta-feira de cinzas. *PC*

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006

Frase do dia
"Neste Carnaval, Lula deveria sair no Bloco da Cueca, cantando a famosa marchinha "Me dá um dinheiro aí". "

José Carlos Aleluia (PFL- BA), líder da minoria na Câmara.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

Em tom de provocação - Por Marcondes Rosa de Sousa / Fortaleza
Reforma universitária! No País, este o clima. No Ceará, a indagação: o que fazer de nossas instituições de educação superior, ora em atropelo: cinco universidades e faculdades (particulares, a maioria, em meio ao Centec/CVT, estadual)? O ex-reitor da UFC, Paulo Elpídio, provocativo, aponta duas vias: a) federalizar Urca e UVA (do estado); b) construir "sistema" integrativo, "com rigor e seriedade".
Pego a deixa. Vou mais fundo. Federalizar, sim! Mas o termo, sob a acepção etimológica, de "aliança", resgatada no novo milênio e já em nossa Carta Maior: as populações em "negociação social", a povoar governos do "regime de colaboração" (isto é, do trabalho em conjunto). Por isso, rever eventual "culpa nostra", na UFC, historicamente presa ao Pólo Cultural do Benfica, à exceção da extensão e pesquisa. Rever galhofas aos sonhos "folclóricos" de Fernando Leite pela "universidade do sertão". Rever preconceitos contra ações tachadas de "anárquicas" ou "pouco ortodoxas" a ensaios sob tal diapasão pelas universidades estaduais, hoje a povoar sertões, bairros periféricos e regiões do País e da África até. Buscar, enfim, sobretudo em Sobral e no Cariri, formas inesperadas do "regime de colaboração"!
Federalizar, na acepção atual de "juntar forças", o passo inicial. A vida em pedaços a reconstituir-se, e não o inverso. Sob esse tom, o "sistema", a voltar-se para a noção atual de "rede" e "teia ecológica".
É que estamos perdidos, sem horizonte e projeto: as cabeças (o saber), o tato (a força política) e a gestão (sociedade e governo, mãos dadas), ilhados em autêntico autismo psicossocial! *PC*

Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.

Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

Frase do dia
"Não tenho sentimento nenhum político ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriótico. Minha pátria é a língua portuguesa"

Fernando Pessoa
(1888-1935), poeta, autor de mensagem.

sábado, 18 de fevereiro de 2006

O Palhaço Pirulito - Por Bérgson Frota / Fortaleza


Pirulito era um garoto de 10 anos que morava com as tias e tinha um sonho: queria ser palhaço. Bastava uma festa e lá estava o garoto a fazer rir a meninada e os adultos.

Seu sonho sempre aumentava quando chegava um circo na cidade.

Então ele se animava todo e corria gritando com sua tábua de pirulito pelas ruas até conseguir o dinheiro necessário para o ingresso.

Seu apelido vinha da profissão.

As tias nada sabiam da vontade do garoto e assim ele podia, como brincadeira, repetir em casa as palhaçadas que tinha visto no circo.

Um dia, a vontade ficou mais forte. Pirulito já tinha 13 anos e não esquecia o seu desejo de ser palhaço. Bastou um circo chegar e o garoto se animou.

Estava decidido e com coragem foi pedir trabalho.

Sabia fazer de tudo até alimentar os leões se fosse preciso, assim ele disse para o dono do circo que o olhava curioso.

Foi aceito e quando o circo partiu lá se foi com ele Pirulito.

Trabalhou como armador de tenda, lavador de elefantes até de auxiliar de trapezista. E foi então que chegou a grande oportunidade, Girassol, o palhaço oficial, ficou doente e sem ter substituto, o dono ficou desesperado. Um circo sem palhaço era como um dia sem sol.

Pirulito pediu a chance e logo se aprontou. Mostrou o que sabia e tirou riso até do velho Girassol que a tudo assistia.

Na apresentação para o público, o garoto fez todo o circo gargalhar.

O sonho de Pirulito se realizava, era agora um palhaço profissional.

Daquele dia em diante, Pirulito e Girassol passaram a ser os dois melhores palhaços já vistos num circo; e por onde este passava, deixava na meninada e nos adultos a contagiante e eterna alegria que só os palhaços sabem dar.*PC*

Publicado no caderno DN Infantil do jornal Diário do Nordeste, de Fortaleza.

Bérgson Frota é professor visitante da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e professor de Grego Clássico no Seminário da Prainha - Fortaleza.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

O olhar - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro


Seu rosto severo e sofrido, trago guardado comigo, com carinho e gratidão. Ela foi em minha vida, mais que uma mestra amiga, foi exemplo, foi lição ... Seu olhar calava a sala. Sua figura impunha respeito. Peculiar no seu jeito, ela fazia a diferença. Por isso sua presença, carrego dentro do peito. *PC*

Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

Frase do dia
"Algumas pessoas vivem forçando para que eu diga se sou candidato. Não vou deixar o governo para entrar em campanha porque os adversários querem. Vou governar no limite da lei. Vou inaugurar obras. Não adianta se incomodar. Vou fazer o que estou fazendo."

Lula, Presidente da República.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

Minha querida terra - Por Jeremias Catunda / Ipueiras


Na minha terra o Cristo tem pousada ...
E lá no morro a cidade vela!
Perto, bem perto, qual
divina tela
com os palmeirais a Ibiapaba amada.
Charmoso corre o
velho Jatobá ...
Sereno às vezes, às vezes violento
como se Tritão raivoso, ciumento,
a ninguém mais deixasse se banhar.
Na minha terra ao raiar do dia
cantam as graúnas nos carnaubais,
canções que a musa da
natura cria.
É Ipueiras - a terra, o céu, o mar!
Igual a ti - não se verá jamais ...
Não tens igual em todo Ceará!



Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.

sábado, 11 de fevereiro de 2006

Frase do dia
"A simplicidade resulta sempre de um violento esforço. Não se atinge uma expressão fácil, concisa e harmoniosa, sem longas e tumultuárias lutas em que arquejam juntos espírito e vontade"

Eça de Queiroz
(1845-1900), autor de o Primo Basílio.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006

JK, o mito que sobrevive - Por Marcondes Rosa de Sousa / Fortaleza


Humberto - A Charge Online


JK! "Por que o mito sobrevive?" É a inquietação da consciência coletiva nacional, hoje em novelas, revistas e demais veículos de comunicação. Qual o segredo dos propalados "cinqüenta anos em cinco", quando, como nunca, o Brasil teria crescido: construção de Brasília, indústria automobilística, rodovias? E tudo, a despeito de "um legado de dívidas e inflação".

Em entrevista na Isto É, Sérgio Machado, condecorado no Rio como o "novo Barão de Mauá", atribui, à ação de sua Transpetro, um "segundo grito de independência". E, em justa autocrítica até aos atuais políticos, define a questão: "A eleição começou, mas fulanizada. Ninguém fala em temas". Em outros termos, de projeto, outrora sobra nos sorrisos-crença de JK!

No Brasil, perdemo-nos, faz algum tempo, na improdutiva discussão entre o monetarismo - a buscar moeda estável e nos solver dívidas externas - e a caricata esmola dos "fomes-zero", ao lado das episódicas operações tapa-buracos, em nossas estradas e vidas. No mais, o apego aos dados estatísticos, meros "dedos" a indicar um chão perdido dos horizontes: o sustentável desenvolvimento e a real inclusão social.

No Ceará, pautamo-nos, desde os anos 80, um projeto para acabar, entre nós, a miséria. Hoje, porém, perdemo-nos sob o diapasão no País. E isso se percebe até na sutil crítica que nos faz Cid Gomes, sob a metáfora de carro com marcha engatada, mas velocidade perdida. Nisso, omitida qualquer alusão a rumo e destino.

É hora de retomarmos bússola e projeto. E é nesse tom que me ocorre a frase de Wordsworth, "a criança é o pai do homem". Ela me chega por trás da provocação "Vô, para onde nós vamos?", toda vez que ele me adentra o carro. Ele é Pedro, primeiro ... neto meu, como se já a nos cobrar, imperial e brasileiro e em seus dois aninhos, amanhã mais promissor!*PC*

Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.

Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

Frase do dia
"A língua de Camões ou Jorge Amado tem uma dimensão ontológica que, por vezes, ultrapassa o inglês ou o francês. Entendo que não deveria interessar ao mundo da língua portuguesa a conquista no plano material dos espaços, mas sim a conquista no plano da produção cultural e da espiritualidade."

Gilberto Gil, Compositor e Ministro da Cultura.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

O Valete de Espadas - Por Bérgson Frota / Fortaleza
Gerardo Mello Mourão consegue no livro "O Valete de Espadas" a superação literária que muitos buscam e poucos conseguem. O romance escrito durante a década de 40 na prisão, narra histórias que levam o leitor ao questionamento da própria lucidez. Entremeando realidade com fantasia, o protagonista conforma-se com as alterações que vão surgindo em sua vida para depois descobrir que é na incerteza que se encontra a natureza da própria vida. A primeira edição de "O Valete de Espadas" foi lançada em 1960. Mesmo antes de ser publicado o romance foi alvo de muitas críticas pois os manuscritos passaram pelas mãos de grandes escritores. Muitos condenaram a obra outros teceram grandes elogios. Depois de publicado não pararam de suceder-se edições seguidas da obra que para muitos detém uma enigmática mensagem de vida do autor. A saga de Gonçalo Falcão de Val-de-Cães é uma epopéia dos tempos modernos que o autor de forma intrigante consegue desenvolver em oito capítulos. Logo no primeiro, intitulado "O Navio", se tem a apresentação do protagonista e sua clara desorientação da realidade que ao invés de ser por ele aprendida e compreendida é uma prisão desorientadora de sua sã consciência. Indicado por uma universidade americana em 1979 para concorrer ao Nobel de Literatura, o romance deste cearense de Ipueiras marca as letras brasileiras como uma obra definidora de uma nova rota de narrativa. Franklin de Oliveira na sua apresentação do romance resumiu em uma frase o que era a obra tão criticada: "O Valete de Espadas integra a grande família centro-européia do romance expressionista criado, numa hora agônica de nossa civilização, para refletir a situação do homem contemporâneo sob o impacto do absurdo." Gerardo Mello Mourão foi também escolhido e consagrado no ano de 1994, como o "Poeta do Século XX" pela Guilda Órfica, uma sociedade poética criada na Europa no século XVI. Residindo no Rio há décadas, o poeta visita regularmente seu estado bem como sua cidade natal, mostrando na sua privilegiada intelectualidade a importância das raízes na vida e criação de um artista. Ao completar 45 anos de sua primeira publicação "O Valete de Espadas" ainda é um romance cheio de mistérios, de símbolos, de códigos que instiga ao leitor vários questionamentos, entre eles o mais importante, a natureza da existência humana como obra individual ou soma de um conjunto coletivo de fatos. Gerardo Mello Mourão foi também escolhido e consagrado no ano de 1994, como o "Poeta do Século XX". *PC*

Texto publicado originalmente no jornal O Povo
, de Fortaleza.

Bérgson Frota é professor visitante da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e professor de Grego Clássico no Seminário da Prainha - Fortaleza.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

Toque dos digitais - Por Dalinha Catunda / Rio de janeiro


Estava eu tão distante,
e assim mais ficaria.
Não fosse tua habilidade,
não fosse tua magia.
A senha, sabias de cor,
faltava a digitação.
Convencida entreguei-me,
comandastes a operação.
Ao toque das digitais,
um novo mundo se abriu.
Janela escancarada,
o gozo em pleno abril.
Onde se lia aguarde ...
Um concluído surgiu. *PC*

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006

Hora de rever sonhos e utopias - Por Marcondes Rosa de Sousa / Fortaleza


Angeli - A Charge Online


Mero "ser político", ouço intelectuais em queixa sobre projetos e sonhos de outrora: no Ceará, na Região nordestina e no Brasil. E em todos, é dominante o clima de desencanto. E aí, o recado final: "não contem comigo".

Uma amiga, notória militante da esquerda nacional, se ressente: "não somos um país sério, exceções óbvias a umas poucas instituições e pessoas". Já habitantes de prosaicos chãos nossos lastimam a traição dos políticos aos "projetos e sonhos" pactuados em amplo contrato social, avacalhados agora sob o invólucro de "cuecas" e "caixas dois" pelos "udenistas de tamancos". No Ceará, por outro lado, metáforas e adjetivos dão sinal do ''Projeto das Mudanças'', pacto firmado nos meados anos oitenta, ora a romper-se. Beatles de outrora, admitimos afinal: "o sonho acabou". Em seu lugar, não teríamos construído sintaxe mais sólida e substantiva: os sujeitos como agentes de ações predicativas mais tangíveis, a desenhar "projetos e sonhos comuns" e a correr por estradas, rumo a porto real, dando significação a nosso fazer político. O risco é a política a rejuntar os cacos do velho e a perder-se, narcísea, na veneração de um esvaziado e inócuo poder...

Enquanto escrevo, é madrugada e a energia se esvai. Lá fora, policiais e eletricistas dão-me conta de que ladrões haviam roubado a fiação da rua. Na manhã seguinte, os jornais nos trazem o governo a lamentar-se, insatisfeito (ele próprio) com nossa insegurança...

De mim, insisto no quase chavão. São João escreveu o "Apocalipse" como signo de nova lógica, a do "caos aparente", no início da era cristã. E esse é recado que nos dão natureza, vida e cultura enfim. A hora é, pois, de literalmente (re)vermos pactos, sonhos, utopias. Que o velho seja guardado nos arquivos de nossa história. O clima, assim, pode ser de esperança! *PC*

Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.

Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

A árvore orgulhosa - Por Bérgson Frota / Fortaleza



Era uma árvore frondosa, bonita, alta e verde, que vivia cercada de tímidos bambus e de um rio borbulhante.
Mas, na sua altivez, ela tinha um problema, bastava um pássaro pousar para fazer ninho que ela vinha balançar-se, jogando fora a avezinha. Se por ventura algum animal quisesse desfrutar da sua sombra, ela se espalhava deixando o sol forte bater.
Mesmo assim, quem passava por perto não deixava de admirar o verde vivo e a beleza da árvore mantidos até em períodos de seca.
Frutas nem pensar, não queria alimentar ninguém, nem mesmo na época em que a natureza determinava, ela nada produzia.
Numa noite, depois de um vento seco durante o dia, começou uma ventania anunciando uma forte tempestade. As aves, temerosas, evitavam abrigar-se nos seus galhos, pois elas já sabiam que esta as repelia.
Portanto, procuraram outro lugar seguro.
Os bambus, tristes se lamentavam, pois não eram fortes como a árvore para suportarem ilesos a grande tempestade que se aproximava.
Durante toda a noite, com fortes ventos e chuva, eles se curvaram de um lado para o outro em busca de sobrevivência, conseguindo com isso não serem arrancados do solo.
A árvore gemia, sendo balançada fortemente.
Ao amanhecer, desenhou-se uma cena triste que a todos comoveu.
No chão, com as raízes expostas, jazia a árvore, antes tão gigante e orgulhosa. Os pequenos e finos bambus estavam todos em pé, lamentando o triste fim daquela que não soube se curvar, nem sequer para sobreviver. *PC*

Texto publicado originalmente no jornal Diário do Nordeste, de Fortaleza.

Bérgson Frota é professor visitante da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e professor de Grego Clássico no Seminário da Prainha - Fortaleza.