segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Festa da Padroeira - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro


Dia 29 de novembro Ipueiras se engalana para a festa da padroeira que tem seu final dia 08 de dezembro, dia consagrado a Nossa Senhora da Conceição.
Nove dias bate o sino chamando a população, tem bandinha, dobrados, marchinhas e muita animação.
O foguetório ecoa pelos quatro cantos da cidade. São os devotos pagando suas promessas. Entre rezas e ex-votos ofertados, os fiéis vão cumprindo o prometido, finalizando o ritual com o estouro repetido dos foguetes que em Ipueiras é tradição.
Após cada novena uma residência é contemplada com a visita da santa. Os mais fervorosos seguem o cortejo com seus cânticos em homenagem a Virgem Imaculada. Enquanto outros aproveitam as barraquinhas montadas para desfrutarem do que lhes oferece a animada quermesse.
Nessa época Ipueiras é visitada por parques e circos que chegam à cidade atraídos pela movimentação temporária.
É difícil participar desses eventos sem evocar o passado. Nunca vou esquecer o vendedor de pirulitos. Talvez eu me encantasse muito mais com a figura do vendedor carregando aquela tábua furada com os pirulitos encaixados do que com o próprio pirulito.
E mais, era sagrado. Toda garota tinha que exibir um vestido novo na última novena e outro no dia da festa. E se não tivesse? Era choro de moça, na certa!
O ponto alto da festa sempre foi a última novena. Uma imensa procissão tomava conta da cidade, o leilão enchia a praça com a figura marcante do leiloeiro oficial Mariano, que era mestre no ofício, e encantava a população com sua graça oferecendo as prendas.
É lógico que com o passar dos tempos as coisas mudam. Mas reconheço que Ipueiras, cidade centenária, faz jus a sua padroeira, Nossa Senhora da Conceição, fazendo sempre uma linda festa com grande participação de sua população essencialmente católica. *PC*

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará

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