segunda-feira, 6 de novembro de 2006

A Cacimba da Irena - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro

Contam que lá pras bandas do Coité, no interior das Ipueiras, existe uma velha cacimba assombrada. É a cacimba da Irena.
Irena conhecida como mulher ranzinza, egoísta e muito estranha, nos tempos das águas escassas, cavou uma cacimba, onde todos os dias ia apanhar água para o consumo de sua casa.
O veio era muito bom, água transparente, saborosa e abundante. Mas Irena em sua truculência não permitia que ninguém se aproximasse da cacimba para usufruir a fartura das águas ali existente.
O tempo passou. Irena que não nascera para semente, certo dia veio a falecer. Com sua morte, os moradores da região não viam mais impedimento e tentaram apoderar-se da cacimba da falecida. Mas ninguém conseguiu levar uma só gota do precioso liquido.
Aqueles que se aventuravam a tal proeza, de lá saiam correndo apavorados deixando: latas, potes, cabaças e rodilhas. Pois, cada vez que alguém tentava se aproximar da tal cacimba era ameaçado por uma mulher de aspecto estranho que gargalhava estridentemente, acompanhada por uma cobra gigante que dava voltas e mais volta ao redor da cacimba.
Reza a lenda que a cacimba assombrada nunca secou, porém, ninguém jamais conseguiu retirar uma só gota de água da cacimba da Irena.Pois a cada tentativa eram intimidados pelos dois terríveis guardiões que dia e noite vigiavam o recanto da Irena. *PC*

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará
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