domingo, 29 de outubro de 2006

Voto como direito - Por Marcondes Rosa de Sousa / Fortaleza


Em pouco, iremos às urnas.O clima agora é bem outro. Política é !"coisa suja", a nos despertar asco e absenteísmo. Em vão, a Justiça Eleitoral põe em close up o voto como direito. Os partidários do voto como protesto e "recado" retraem-se. E a maioria busca os "menos corruptos", ante o quadro do "farinha do mesmo saco". Em casa, folhetos me pedem o voto, com a desculpa da invasão de meu lar. E, em público, candidato amigo me deixa, sem jeito, "santinho" seu... Afasto-me da TV e dos jornais. Mergulho em leitura. Nisso, Cláudio Ferreira Lima, por e-mail me envia "Um projeto para o Brasil: a força da unidade na diversidade", proposta do Cofecon, para debate, nesta eleição, com vistas à construção de um projeto assentado no desenvolvimento sustentável: "um crescimento econômico eficiente e racional, que respeita as pessoas e os limites da natureza". Em tudo, do prólogo ao fecho, com vistas ao debate das grandes questões nacionais, sob a pauta do "retornamos a Celso Furtado: O valor do trabalho de um economista, como de resto de qualquer pesquisador, resulta da combinação de dois ingredientes: imaginação e coragem para arriscar na busca do incerto". Tal porto, nos versos de Eduardo Galeano citados: "Onde se recebe renda per capita? Tem morto de fome querendo saber. Em nossas terras, os numerinhos têm melhor sorte que as pessoas. Quantos vão bem quando a economia vai bem? Quantos se desenvolvem com o desenvolvimento?" Por fim, o legado de Celso, em suas proféticas palavras: "Os países da periferia do capitalismo estão condenados a 'inventar' suas estratégias de desenvolvimento. Caso contrário, entregarão seu destino aos processos de reiteração das condições que geram a dependência e o atraso". E "dependência e atraso", não é, sem dúvida, o destino ..."deste País"! *PC*

Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).

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