sábado, 7 de outubro de 2006

O Reino do Arco-Íris - Por Bérgson Frota / Fortaleza


Conta uma lenda antiga que numa terra distante havia um príncipe solitário. Vivia triste, pois não havia encontrado uma bela moça para casar e com ele reinar no vasto e longínquo principado.
Disseram-lhe então que procurasse na Floresta das Esmeraldas uma feia criatura que por todos era chamado de Anão Amarelo, pois apesar de feio era mágico e poderia ajudá-lo. Com certeza este lhe diria onde encontrar a sua futura princesa.
O Príncipe procurou na Floresta das Esmeraldas mas nada encontrou, nem vestígios do Anão Amarelo.
Desanimado, voltou para o castelo. O reino compartilhava da tristeza e solidão do príncipe. Logo, todas as coisas começaram a definhar. Os rios e cachoeiras secaram, as florestas murcharam e as colheitas já não mais produziam o esperado.
Cavalgando um dia pela desolada estrada que levava ao que foi a antiga Floresta das Esmeraldas, o príncipe encontrou um pequeno ancião, deu-lhe algumas moedas e o velho disse-lhe então que não desanimasse, pois sua busca estava chegando ao fim.
O príncipe descobriu, na sua esperteza, que era o Anão Amarelo quem lhe falava e logo disse:
- Anão Amarelo, onde eu poderia mais procurar, se já vasculhei tudo e todas as redondezas até as fronteiras de meu reino ?
O Anão Amarelo apontou para o céu e disse :
- Sua princesa virá de lá, se chamará princesa Íris e descerá num arco de mil cores chamado arco-íris.
Depois, como mágica, o anão sumiu. Então o príncipe ficou maravilhado com o que começou a acontecer. Do céu, um enorme arco-íris de mil cores se formou, fazendo um tapete até o chão. Através dele, uma pequena criatura veio descendo. Era a mais bela de todas as moças que o príncipe havia visto. Cheio de alegria, ele a segurou pela terna mão e a levou para o seu castelo.
Contam então que sempre depois de uma forte chuva surgia no céu do reino um arco-íris que a todos encantava.
O reino prosperou e tudo voltou a ser alegria. Muitos vinham de outros reinos para conhecer o Reino do Arco-Íris, onde o céu parecia sempre colorido, iluminando a terra e o povo do príncipe e da princesa Íris. *PC*

Texto publicado originalmente no jornal Diário do Nordeste, de Fortaleza.

Bérgson Frota é professor visitante da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e professor de Grego Clássico no Seminário da Prainha - Fortaleza.

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