quarta-feira, 27 de setembro de 2006

A Magia do Rádio - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro


Quando ele entrou em minha vida, eu era apenas uma criança. Mas sua voz, seu canto, suas informações invadiram minha cabeça povoando-me de sonhos e ilusões.
Quem não se apaixonou pela voz de um locutor? Quem não ouviu as canções de amor que marcaram antigos romances? E, quem não enviou e recebeu mensagens "tipo assim": "Essa mensagem vai para alguém, que outro alguém oferece com muito amor e carinho. Não diz o nome para não dar confusão".
Falo do rádio. Veículo de comunicação que não perde a majestade. Falo principalmente do radio do interior, aquele que, cinco horas da manhã fazia coro junto aos galos e pássaros que "teciam as manhãs" da minha pequena Ipueiras. Do rádio que reunia famílias às seis horas, hora da Ave Maria... Rádio que reunia senhores nos alpendres e calçadas com o intuito de ouvir e comentar a voz do Brasil.
Eu que viajo, e sou cigana pelos cantos e recantos do meu sertão, tenho o privilégio de acordar muito cedo em sítios, lugarejos, escutando os velhos sucessos de Luis Gonzaga, que continua seu reinado de legítimo representante do povo nordestino.
O rádio ganhou roupa nova nessa era digital, se alastrou, consegui adaptar-se ao progresso sem que abafassem sua voz Hoje você acessa o rádio via internet.
As igrejas evangélicas invadiram suas ondas... contudo, o rádio é um rio onde todos os seguimentos têm opção de navegar.
O rádio me encanta em todas as suas vertentes. Mas, o rádio do interior é minha maior paixão. *PC*

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará
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