quarta-feira, 8 de março de 2006

Mulher - Por Carlos Moreira / Ipueiras


Em todo Ceará, mulheres de diversas origens, classe, idade e identidade sexual organizam-se em torno do dia 08 de março. Em Crateús, elas promovem debates e fazem uma caminhada pelas ruas da cidade. No Crato, ocupam a Praça da Sé com manifestações culturais e discussões temáticas.
Em Fortaleza, sentam juntas para conversar com a comunidade na Barra do Ceará, Messejana, Conjunto Palmeira, Conjunto São Miguel.
A violência está na pauta da maioria dos eventos organizados para o Dia Internacional da Mulher. As estatísticas mostram o porquê. De acordo com a ONU, 25% das brasileiras são vítimas constantes de violência no lar e em apenas 2% dos casos, o agressor é punido.
No Ceará, 118 mulheres foram assassinadas em 2005, segundo dados do Fórum Cearense de Mulheres. Em algumas regiões, como no cariri, os índices de mulheres assassinadas e os relatos são alarmantes.
O governo do Estado se mantem omisso diante do quadro, não respeitando sequer a Constituição Federal no que diz respeito a construção de aparelhamento das delegacias de mulheres.
A questão da violência é grave é apenas um dos itens da luta. Ainda há muito o que conquistar. Melhor atenção, na categoria da saúde. Espaço nas esferas públicas de poder, na categoria política. Maior possibilidade de ascensão na carreira e salários iguais, na categoria mercado de trabalho.
O caminho é difícil, mas já começou a ser trilhado, e vem avançando. Isso também deve ser lembrado hoje, dia 08 de março.
A persistência e a crescente articulação do movimento de mulheres têm conquistado avanços em relação à igualdade de gênero.
Os avanços ainda não contemplam mulheres pobres, negras e índias, que continuam excluídas de seus direitos.
Precisamos acreditar que é possível construir um mundo onde mulheres e homens se articulem e interajam na diversidade, tendo a liberdade, a justiça, a paz e a solidariedade como valores humanos. *PC*

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