sexta-feira, 6 de janeiro de 2006

O Canto da Guerreira - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro




Ipueiras dos cantos e recantos,
que canto em tom de saudade.
Do frouxo riso da infância.
Dos gozops da mocidade.
Da semente outrora plantada,
Fartura na maturidade.

Ipueiras da menina feliz,
que gostava de cirandar,
No gira-gira da vida.
Faceira a namorar,
no seu mundo de alegria,
gostava de se encantar.

Ipueiras das serenatas,
que corriam becos e ruas.
Dos jovens apaixonados,
cantando ao clarão da luz.
Da miragem feito mulher,
na janela seminua.

Cenário da inocência.
Caminhos da perdição.
Roteiro de uma vida,
transbordante de emoção,
uma guerreira, uma lenda,
teve Ipueiras em seu chão.

Na flor da maturidade,
carrega seu esplendor.
Mesnosprezando a hipocrisia,
ergue o estandarte do amor.
E beija em sinal de respeito,
a bandeira que hasteou. *PC*

Texto publicado originalmente no jornal
O Povo, de Fortaleza.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará.

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