quarta-feira, 5 de outubro de 2005

Histórico sobre Zeca Bento - Por Dalinha Aragão* / Rio de Janeiro


A Terra, parte do Universo em que seus habitantes vivem suas existências através de expiação e de provas, recebeu há 100 anos um habitante para morar que, enquanto aqui viveu, foi conhecido por Zeca Bento (imagem acima). Ipueiras foi a cidade que o acolheu, tendo nela vivido desde o nascimento, em 17 de setembro de 1905 até 19 de novembro de 1985, quando desencarnou. Filho caçula do casal Coronel José Bento de Oliveira Fontenele e de Inocência Catunda Fontenele, teve como irmãos: Raimundo Catunda Fontenele, Raul Catunda Fontenele, Hugo Catunda Fontenele, Dario Catunda Fontenele e Mileto Catunda Fontenele ? tendo todos constituído família em Ipueiras, alargando assim a descendência da família Catunda Fontenele. Só de Zeca Bento, que casou-se em dezembro de 1936 com a professora Ineizita Ribeiro Bessa, hoje vivem 12 filhos, 26 netos e 13 bisnetos.

Zeca Bento foi Tabelião, Escrivão e Oficial do Registro Civil de Ipueiras. Identificou-se muito bem com os conterrâneos pela maneira simples e descontraída como levou sua vida, ora no convívio do lar com Dona Ineizita e os 12 filhos, ora no Cartório Bento Filho, que era um local de encontro dos ipueirenses onde se sabia do que estava acontecendo na cidade e no mundo, pois ali era lida, semanalmente, a revista O Cruzeiro ou nos dias que o trem vinha de Fortaleza chegavam os jornais da Capital. Naquela descontração também se falava da "vida alheia" ao ponto de o local (o cartório) ficar sempre com bastante gente, pois as pessoas ficavam receosas de sair para não ser alvo das línguas ferinas dos que ficavam.


Zeca Bento também era homem de preces. Rezava "breves orações" ao acordar, antes das refeições e, à noitinha, "puxava" o terço com toda a família, além de, no final da tarde, quando do retorno do trabalho, uma passadinha na igreja para participar da bênção das 6 horas - a missa do ângelus. O costume da prece se estendeu bem aos seus herdeiros, apoiados nos ensinamentos cristãos do "pedi e obtereis, buscai e achareis".

E foi assim, nesta sua passagem na Terra, que Zeca Bento deixou bons exemplos para seus herdeiros, que já se constituem na 3ª geração, manifestação também enfatizada pelo amor que dedicou a Ipueiras e que, pela estima que teve de todos os seus diletos conterrâneos, só deu motivo para que seus familiares dediquem e continuem amando esta querida cidade. *PC*

Dalinha Aragão é escritora e natural de Ipueiras, Ceará.

*Colaborou Tadeu Fontenele.

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