quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Governador Camilo é recebido pelo Papa Francisco

Governador Camilo Santana recebido nesta quarta-feira (22), pelo Papa Francisco, lhe agradeceu pela reconciliação de padre Cícero com a Igreja e pediu a beatificação do sacerdote.

“O senhor é um homem que nos inspira a olhar pelos pobres”, disse o Governador ao Papa durante encontro no Vaticano. Na ocasião, o chefe do executivo cearense, que estava acompanhado da primeira-dama Onélia Santana, pediu bênçãos para o Estado do Ceará e entregou a imagem do padre Cícero ao papa. 

Redação Primeira Coluna
Garotinho e Rosinha são presos pela Polícia Federal no Rio de Janeiro

Os ex-governadores do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e sua esposa, Rosinha Garotinho, foram presos pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (22).
A Operação da PF ocorre em Campos dos Goytacazes, reduto eleitoral do casal. Eles foram levados para a superintendência da Polícia Federal na cidade do norte do Estado.
As prisões foram decretadas após delação que acusou o casal Garotinho de captar recursos ilegalmente junto a empresários, inclusive por meio de extorsão, para financiar seus projetos e campanhas.
A investigação ainda envolve questões apuradas pela Operação Chequinho, que constatou a compra de votos por meio de oferecimento de programas assistencialistas no município.
Rosinha era Prefeita de Campos e Anthony Garotinho, secretário de governo da cidade. Anthony governou o Estado do Rio de 1999 a 2002, foi prefeito de Campos por duas vezes (1989 a 1992 e de 1997 a 1998) e secretário de Segurança Púvlica do Rio no governo da esposa (2003 a 2004). Antecessora de Sérgio Cabral, Rosinha governou o Rio de 2003 a 2007 e foi prefeita de Campos de 2009 a 2016.
Segundo o Ministério Público do Rio, em outubro de 2004, às vésperas do segundo turno das eleições municipais, o governo do Rio deflagrou diversos programas assistenciais em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, reduto eleitoral Rosinha. O governo promoveu o cadastramento e distribuição de benefícios do Cheque Cidadão (no valor de R$ 100) e do Morar Feliz (entrega de casas populares), além da distribuição extemporânea de material escolar. Rosinha já foi condenada pelo Tribunal de Justiçapor improbidade no caso.
Recentemente, Garotinho foi preso ao vivo durante programa de rádio., mas o Tribunal Superior Eleitoral concedeu habeas corpus ao ex-governador ainda em setembro.
A defesa do casal disse que só vai se pronunciar quando tiver acesso aos documentos que embasaram os mandados de prisão.
Fonte: JP
Congresso deve votar hoje vetos presidenciais relacionados à minirreforma eleitoral
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Congresso Nacional deve se reunir nesta quarta-feira (22) para analisar cinco vetos presidenciais considerados polêmicos, entre eles os apostos à minirreforma eleitoral e à lei que concede descontos às dívidas previdenciárias dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
O veto 32/17 foi apresentado à minirreforma eleitoral (Lei 13.488/17). O presidente da República tornou sem efeito a regra que obrigava provedores de aplicativos e redes sociais a retirar da internet publicação falsa ou odiosa contra partido ou coligação.
Outro ponto vetado impunha limites ao autofinanciamento de campanhas. Com o veto, o candidato que tiver recursos suficientes para bancar toda a campanha poderá fazê-lo, obedecendo apenas ao limite de gastos estipulado para cada cargo em disputa.
“É o autofinanciamento ilimitado para que usem seus próprios recursos para fazer campanha. Isso é absolutamente desigual e vai gerar uma plutocracia em que só os ricos terão condição de disputar e vencer as eleições”, criticou o senador Humberto Costa (PT-PE).
Dívidas previdenciárias
Outro veto (30/17) na pauta do Congresso suspende pontos da Lei 13.485/17, que parcela e concede descontos às dívidas previdenciárias dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. O presidente Michel Temer vetou o chamado “encontro de dívidas” entre as prefeituras e a União, alegando que isso poderia gerar créditos a receber pelos municípios.
Santas Casas
Também enfrenta resistência no Congresso o veto 29/17, que torna sem efeito um trecho da Lei 13.479/17. O texto cria um programa para socorrer as santas casas de Misericórdia e outras instituições filantrópicas que prestam serviços para o Sistema Único de Saúde (SUS).
O trecho vetado permite que as instituições tenham acesso ao refinanciamento, mesmo sem apresentar a Certidão Negativa de Débitos (CND). Para o governo, a dispensa da certidão é inconstitucional.
“O veto representa o fim do programa das santas casas, antes mesmo que ele comece. Reduz à metade o número de instituições beneficiadas”, afirmou o senador José Serra (PSDB-SP).
Recine
Senadores e deputados precisam votar ainda o veto 26/17, no qual o presidente Temer rejeita por completo o projeto de lei de conversão (PLV) 18/17, que prorrogava o prazo para utilização do Regime Especial de Tributação para Desenvolvimento da Atividade de Exibição Cinematográfica (Recine).
O prazo original, previsto na Medida Provisória 770/17, era dezembro deste ano, mas o Congresso tentou estender esse limite até 31 de dezembro de 2019. Após o veto, o Poder Executivo editou nova MP (796/17) para retomar o prazo original.
LDO 2018
Já o veto 25/17 anula mais de 40 pontos da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2018 (PLN 1/17). Estão suspensos dispositivos que incluíam o Plano Nacional de Educação e parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no rol de prioridades do governo.
Também foram excluídas da lista de prioridades as ações dos programas Brasil sem Miséria, de Promoção da Igualdade e Enfrentamento à Violência contra a Mulher e relacionadas à implantação do Acordo de Paris sobre o Clima.
Além dos vetos, deputados e senadores também terão de analisar projetos que abrem crédito extra a diversos órgãos.
Fonte: Agência Brasil
Movimentação de passageiros em voos internacionais cresce 11,7 % em Fortaleza

O Aeroporto Internacional Pinto Martins registrou um aumento de 11,7% na quantidade de passageiros em voos internacionais no período de janeiro a outubro de 2017. A movimentação neste ano foi de 204.539 passageiros, enquanto no mesmo período de 2016 foram 183.125 passageiros. Os dados são da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Hoje, Fortaleza recebe oito voos internacionais diretos: Portugal, Alemanha, Itália, Argentina, EUA, Colômbia, Guiana Francesa e Cabo Verde.
Os turistas internacionais que vieram ao Ceará em 2017, até o mês de outubro, são em sua maioria residentes na Europa, conforme apontam os dados da Polícia Federal. Portugal lidera o ranking com 16% dos turistas, seguido por França (15%), Itália (14%), Argentina (12,5%) e Alemanha (8%). Em valores absolutos, os mercados que mais cresceram em relação a 2016 foram Colômbia (160%), França (74%), Suíça (28%), Alemanha (19%), Argentina (18%) e Portugal (3,7%).
Redação Primeira Coluna
Possível aliança de Camilo e Eunício repercute na AL

A aproximação entre o governador Camilo Santana (PT) e o senador Eunício Oliveira (PMDB), até então adversários políticos, com vistas às eleições de 2018, segue repercutindo não só nos bastidores da Assembleia Legislativa, como também no Plenário 13 de Maio. Ontem, governistas defenderam ter sido “institucional” e em prol do Ceará a participação de Eunício no lançamento do programa “Juntos por Fortaleza”, realizado no Palácio da Abolição, na última sexta-feira (17). Já oposicionistas criticaram o movimento político do peemedebista, que até pouco tempo era contrário à gestão.
Ao relembrar o início da década de 1960, quando Virgílio Távora foi eleito governador em uma coligação que reuniu forças políticas antagônicas, o deputado Fernando Hugo (PP) concluiu, na tribuna, que a mesma “parceria jubilosa” tem sido vista entre Camilo e Eunício.
“Talvez o Zé Pitoco e a Chica do Babau estejam vibrando quando escutaram a grande quantidade de verbas concedidas, graças a ações de porte estadista do governador Camilo Santana e do senador Eunício Oliveira, de superarem as desavenças, as intrigas, ranços, rancores que ocorrem durante os períodos eleitorais”, sustentou.
‘Pilares’
Para Odilon Aguiar (PMB), o peemedebista comete um erro ao dar sinais de que pode se unir ao Governo. “Está confundindo o eleitor que hoje tem esperança de um novo projeto para o Estado e, dentro da política, o senador Eunício se insere ao lado dos Ferreira Gomes”, disse, acrescentando que a oposição tem, hoje, três “pilares” para apresentar “solução”: Eunício Oliveira, Capitão Wagner (PR) e o senador Tasso Jereissati (PSDB).
Já Manoel Santana (PT), que classificou o evento no Palácio da Abolição como “administrativo”, defendeu uma futura união entre as duas lideranças a favor de um projeto no Estado. “Não se faz política com ressentimento”. O oposicionista Danniel Oliveira (PMDB), por sua vez, mudou o tom de discursos na Assembleia. “O senador é o que tem hoje as melhores condições de trazer benefícios para o Estado”.
Fonte: Blog do Edison Lima
Plenário aprova voto distrital misto para eleições proporcionais

O Plenário aprovou nessa terça-feira (21) dois projetos de lei do Senado (PLS) que instituem o voto distrital misto nas eleições proporcionais. As regras valem para a escolha de vereadores e deputados estaduais, distritais e federais.
O PLS 86/2017, do senador José Serra (PSDB-S), e o PLS 345/2017, do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), tramitavam em conjunto. Os projetos foram relatados em Plenário pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO) e agora seguem para a Câmara dos Deputados.
O sistema distrital misto combina o voto proporcional com o distrital. De acordo com a proposta, o eleitor vai fazer duas escolhas na urna: o candidato de seu respectivo distrito e o partido de sua preferência.
As cadeiras das casas legislativas serão preenchidas primeiramente pelos candidatos eleitos pelo voto distrital. Esgotadas essas vagas, as cadeiras remanescentes serão distribuídas entre candidatos dos partidos mais bem votados.
De acordo com o texto, o número de representantes distritais deve corresponder à metade do número de cadeiras de cada circunscrição, arredondando-se para baixo no caso de números fracionários. Por exemplo: no caso de um estado com nove cadeiras de deputado federal, quatro serão escolhidos na modalidade do voto distrital.
A proposta delega à Justiça Eleitoral a missão de demarcar os distritos, que precisam ser geograficamente contíguos. A divisão deve seguir como critério o número de habitantes.
O relator, senador Valdir Raupp, apresentou uma emenda para eliminar a figura do suplente para os candidatos a cargos proporcionais. Outra emenda estabelece que, no caso dos vereadores, o voto distrital vale apenas em municípios com mais de 200 mil eleitores.
Debates
Os projetos foram aprovados por 40 votos a favor e 13 contra. Para o senador Valdir Raupp, o voto distrital misto vai refletir melhor a escolha dos eleitores nas votações proporcionais.
– A legitimidade do nosso sistema político é declinante. A cidadania não se sente representada no Parlamento. Precisamos reformar a política para que ela deixe de ser o problema e passe a ser parte da solução da crise brasileira – afirmou.
Para o senador José Serra, as novas regras vão reduzir os custos das eleições e respeitar a proporcionalidade.
– O sistema atual custa em excesso e sub-representa em excesso. Quem é eleito em São Paulo precisa ter uma base de recursos altíssima e não representa os eleitores. Muitas vezes, eles nem lembram em quem votaram. Estamos dando um passo para fortalecer a legitimidade democrática do sistema eleitoral – disse.
O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou a proposta. Para ele o assunto deveria ser tratado em uma proposta de emenda à Constituição (PEC), que exige um quorum qualificado para aprovação.
– Esse tema tem que ser discutido numa PEC. É uma forçação de barra gigantesca votar isso como projeto de lei. Vamos diminuir o espaço de representantes que defendam ideias e projetos. Vamos fortalecer uma lógica paroquial, com aquele deputado que vai fazer a intermediação de verbas com o governo de plantão – argumentou.
O senador Radolfe Rodrigues (Rede-AP) votou favorável a matéria, mas também se mostrou receoso quanto à constitucionalidade.
– O sistema proporcional como está fracassou. O distrital misto traz como principal qualidade as virtudes tanto do majoritário quanto do proporcional em uma só proposta. Sou favorável à matéria, mas tenho dúvida se podemos enfrentar esse tema que não seja por meio de uma PEC – afirmou.
Fonte: Senado Notícias 

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Veja mudanças nas certidões de nascimento, casamento e óbito que passam a valer nesta terça

As certidões de nascimento, casamento e óbito passam a ser diferentes a partir desta terça-feira (21). O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mudou os registros que passaram a conter, entre outras coisas, o número do CPF. A intenção é a de que o documento se torne o número de identidade civil único.

Outra mudança é que os documentos passam a levar o termo "filiação" e não mais o termo "genitores". De acordo com o governo, é possível o recém-nascido ter dois pais, duas mães, uma mãe e dois pais e assim por diante. O mesmo vale para casais que tenham optado por técnicas de reprodução assistida, como é o caso da barriga de aluguel e da doação de material genético. Todas as mudanças passam a valer em todo o Brasil.

Nas certidões de óbito, o lançamento de todos os documentos permitirá o cancelamento automático dos documentos do falecido pelos órgãos públicos, contribuindo para a diminuição de fraudes.

Em setembro, o presidente Michel Temer sancionou a lei que muda as regras para registro de nascimento e casamento, que, entre outros pontos, permite que a certidão de nascimento indique como naturalidade do bebê o município de residência da mãe, em vez da cidade onde ocorreu o parto.

Defensores das mudanças nas regras de registro argumentavam que pequenos municípios não têm maternidades, o que obriga as grávidas a se deslocarem para outras cidades para darem à luz. Nesses casos, pode acontecer de o bebê ser registrado em uma cidade com a qual os pais não têm vínculo afetivo.

Fonte: G1
Quanto Marina Silva ainda tem de PT?

A ex-ministra e ex-senadora Marina Silva (Rede) deixou o PT em 2009. Passados oito anos, ela continua a colher o ônus e o bônus de ter sido petista. Nas redes sociais, seus críticos costumam dizer, para desqualificá-la, que “Marina ainda é PT” por causa de suas posições de esquerda. Por outro lado, as pesquisas eleitorais mostram que ela é quem mais tende a levar votos que seriam do ex-presidente Lula caso ele não possa concorrerà Presidência em 2018.

Mas, enfim, quanto de PT Marina ainda tem? Qual é a relação que ela ainda tem com o PT? A Gazeta do Povo levantou o que Marina pensa sobre uma série de assuntos da vida pública brasileira e cruzou essas informações com os posicionamentos do PT e de suas principais lideranças.

FIQUE POR DENTRO: Todas as notícias sobre Marina Silva reunidas num único local

O resultado é que, sim, Marina ainda tem muito de PT – inclusive porque ela e seu ex-partido defendem algumas causas que são caras à esquerda. Mas Marina também se distanciou do petismo e pensa diferente em muitos aspectos significativos da política, ideias de combate à corrupção, economia, meio ambiente.

Confira abaixo quais são os pontos em que Marina pensa igual ou de modo semelhante ao PT, aqueles em que ela e seu antigo partido são diferentes e outros em que a proximidade ou a distância da presidenciável e dos petistas depende do ponto de vista.

POLÍTICA E GESTÃO PÚBLICA

Oposição ao governo Temer: Marina, seu partido (a Rede) e o PT fazem oposição ao governo Temer.

Personalismo partidário: tanto a Rede como o PT negam. Mas os dois partidos têm “donos”. A Rede gira em torno de Marina, assim como Lula manda no PT. No ano passado, um grupo de fundadores da Rede se desligou da sigla e, em carta aberta, criticou Marina. “As decisões estratégicas que foram conformando o perfil da Rede partiram todas de Marina e apenas dela”, disseram na carta.

Democracia participativa: PT e Marina têm posições convergentes. Defendem a ampliação do uso de instrumentos de democracia direta, como plebiscitos e referendos, para decidir sobre assuntos relevantes para a sociedade. Marina fala ainda em estabelecer uma democracia digital, por meio da qual os cidadãos poderiam participar de decisões pela internet. O PT foi o grande divulgador do orçamento participativo no país.

COMBATE À CORRUPÇÃO

Mensalão: quando o escândalo do mensalão estourou, em 2005, Marina era ministra do Meio Ambiente de Lula, cargo que ela ocupou por mais três anos, até 2008. Só deixou o governo por divergências com a política ambiental que a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, queria implantar. Em 2010, já fora do PT, disse que não foi conivente com o mensalão. “Eu permaneci para dar contribuição [de combate à corrupção] dentro do governo, mas não por ser conivente. Eu sabia que estava combatendo por dentro, não havia cometido irregularidades.” Apesar disso, no episódio do mensalão, ela não se distinguiu da maioria dos petistas, que mantiveram o apoio a Lula.

ECONOMIA

Privatizações de estatais: Marina já declarou ser contra a privatização da Petrobras, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica. Seu plano de governo de 2014, quando ela concorreu à Presidência pelo PSB, não tinha um plano de privatizações. O PT tem posição contrária à venda de estatais para a iniciativa privada.

Reforma tributária: em 2014, Marina defendeu uma reforma que promova mais justiça social e a simplificação tributária. É algo que o PT também defende. Mas, quando esteve no governo, o partido não conseguiu levar adiante a ideia. Não por causa do PT, mas sim da resistência de vários setores contrários.

CPMF: na campanha de 2014, Marina defendeu a recriação da CPMF para financiar a saúde. Mas ela votou contra o “imposto do cheque” duas vezes no Senado, em 1995 e 1999, quando ainda era petista. Naquela época, o PT era contra a CPMF. Quando chegou ao poder, o partido passou a ser a favor. Atualmente, o PT é a favor da recriação do tributo que incide sobre todas as movimentações financeiras. No fim, o posicionamento de Marina e do PT sempre foram coincidentes, apesar das idas e vindas de ambos.

Ampliação do crédito para a população: foi a pedra de toque da política econômica dos governos do PT. Marina também defendeu o mesmo na campanha de 2014, como forma de ampliar o consumo.

POLÍTICAS SOCIAIS

Universalização dos serviços públicos essenciais: faz parte da agenda tanto do PT quanto de Marina.

Ampliação de programas sociais: é uma bandeira do PT e de Marina.

Bolsa Família: PT e Marina defendem a ampliação do programa social. Aliás, políticas redistributivas, com o objetivo de reduzir as desigualdades sociais, fazem parte da agenda tanto de Marina quanto do PT.

Políticas de cotas e ações afirmativas: PT e Marina defendem.

Prioridade para a educação: os investimentos prioritários em educação fazem parte do discurso de Marina e do PT

Ampliação do acesso ao ensino superior: o plano de governo de 2014 de Marina defende a ideia. Os governos do PT ampliaram as vagas nas universidades, seja por meio da criação de instituições públicas ou por meio do Prouni.

Minha Casa Minha Vida: o programa habitacional, que é uma das marcas dos governos do PT, é elogiado por Marina. Ela defende sua ampliação.

Reforma agrária: PT e Marina são a favor.

Incentivo ao esporte: PT e Marina defendem.

DIREITOS HUMANOS, DIREITOS CIVIS, MINORIAS E COMPORTAMENTO

Defesa dos direitos de grupos sociais tradicionalmente discriminados:políticas voltadas para mulheres, negros, homossexuais, indígenas e quilombolas estão na agenda do PT e de Marina.

Defesa dos direitos humanos: Marina e o PT têm um discurso convergente. Na campanha de 2014, Marina defendeu, por exemplo, a humanização dos presídios, penas alternativas, aprisionamento como último recurso e o fim das abordagens violentas nas ações policiais. Petistas costumam ter um discurso semelhante.

União civil de pessoas do mesmo sexo: Marina é a favor da união civil de pessoas do mesmo sexo, mas já declarou ser contrária ao uso do termo “casamento”. Oficialmente, o PT defende o “casamento” e a ampliação do conceito de família, incorporando os casais homoafetivos na definição de unidade familiar – e não apenas casais formados por homem e mulher. Apesar de ser contrária ao uso do termo “casamento”, Marina defende a adoção de crianças por casais gays, posição igual à dos petistas. Na prática, a posição dela e do PT são convergentes.

Políticas de gênero: na eleição de 2014, Marina defendeu o reconhecimento da identidade de gênero para pessoas trans e a possibilidade de que possam fazer cirurgias de mudança de sexo na rede pública. Também propôs a inclusão do combate à homofobia como diretriz do Plano Nacional de Educação. Nesse sentido, ela se alinha à posição tradicional do PT.

Liberdade de expressão artística: uma das diretrizes do plano de governo de 2014 de Marina era assegurar total liberdade de expressão e criação artística, sem censura ou critérios de valor. O PT tem posição geralmente favorável a manifestações artísticas, mesmo que elas sejam alvo de críticas de setores mais conservadores da sociedade.

Desarmamento da população: Marina e o PT são a favor.

Pena de morte: Marina e o PT são contrários.

Redução da maioridade penal: Marina e o PT são contrários.

Criminalização de movimentos sociais: Marina e o PT têm discursos idênticos contra a criminalização de movimentos sociais e populares tais como o MST e o MTST. Ambos dizem ser favoráveis ao diálogo com esses movimentos.

Combate ao trabalho escravo: como candidata a presidente em 2014, Marina defendeu o endurecimento do combate a esse tipo de prática. O PT recentemente se posicionou contra a portaria do governo Temer que, segundo especialistas, enfraquece a fiscalização do trabalho escravo no país.

Demarcação de terras indígenas e de quilombolas: Marina e o PT são a favor.

RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU: foi um dos principais objetivos da política externa dos governos do PT. E estava no plano de governo de Marina em 2014.

Fonte: Gazeta do Povo
AL irá comemorar Dia do Radialista com sessão solene

Atendendo ao requerimento do deputado Leonardo Araújo, a Assembleia Legislativa do Estado Ceará irá prestar sua homenagem ao Dia do Radialista em sessão solene que será realizada nesta quinta-feira, 23 de novembro de 2017, às 19 horas, no Plenário 13 de Maio.
Além de destacar a importância do trabalho realizado pelos radialistas, o parlamentar autor do requerimento irá agraciar as seguintes personalidades da história do radialismo cearense:
ALEX MONTENEGRO
ANTÔNIO ABIDIAS DE MORAES PEREIRA
ANTÔNIO VIANA
CARMEN LÚCIA ROCHA DUMMAR AZULAI
CYRO THOMAZ
DONIZETE ARRUDA
ELIOMAR DE LIMA
FERNANDO MAIA
GLEUDSON ROSA DE OLIVEIRA
JOSÉ EDILSON ALVES
LUIS PAULO ARRAIS
MARCOS EVANGELISTA NERY SARAIVA
MIGUEL DIAS DE SOUZA
NARCÉLIO LIMAVERDE
PAULO CÉSAR NORÕES
QUINTINA QUIRINO HOLANDA
ROBERTO MOREIRA
TONY NUNES

Fonte: Blog do Roberto Moreira 

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

No CE, PT e PSDB se alinham em discursos contra Temer

Apesar de serem antagonistas no cenário político nacional, no Ceará, PT e PSDB estão com discursos alinhados contra a gestão do presidente Michel Temer (PMDB). Nos últimos eventos realizados pelas duas siglas, foram muitas as críticas feitas ao peemedebista, tanto no que diz respeito às reformas propostas pelo Governo quanto à interferência do Palácio do Planalto na legenda tucana.
No PT, a aversão ao Governo de Temer é total. Já no PSDB há uma disputa de forças entre aqueles que querem permanecer na gestão e os que defendem uma saída imediata da base aliada, sob o risco de o partido ser prejudicado naquela que é sua maior pretensão: a eleição para o comando do Governo Federal.
Durante convenção estadual do PSDB, no último dia 10, todos os tucanos presentes foram uníssonos nas críticas ao Governo Federal. Da liderança maior, o senador Tasso Jereissati, ao recém-empossado presidente da legenda no Ceará, Francini Guedes, muitos destacaram a necessidade de os tucanos deixarem a administração e se dedicarem a um plano de reaproximação com a população.
Eles chegaram a dizer que o presidente nacional afastado da legenda, Aécio Neves, estaria tomando atitudes, como a de destituir Tasso da presidência interina, a mando do Planalto. Além das críticas ao Governo Temer, os discursos foram direcionados ao PT, ao governador Camilo Santana, ao senador Eunício Oliveira, que preside o PMDB do Ceará, e aos irmãos Ciro e Cid Gomes, líderes do PDT estadual.
Já o PT, durante lançamento da plataforma digital “O Ceará e o Brasil que o Povo Quer”, na última terça-feira (14), somou-se às críticas dos tucanos. Com a presença da presidente nacional do partido, a senadora Gleisi Hoffmann, foram diversas as considerações feitas contra Michel Temer, principalmente no que diz respeito à desconstrução de políticas públicas idealizadas nas gestões petistas.
Diversos petistas se revezaram nas críticas ao presidente, dentre eles os deputados federais José Guimarães e Luizianne Lins, o chefe adjunto do gabinete do governador, Fernando Santana, e os deputados estaduais Moisés Braz, Rachel Marques e Manoel Santana.
Aliados
No Ceará, poucas as lideranças partidárias se expõem como aliadas de Temer, caso do deputado federal Domingos Neto, presidente do PSD. Até mesmo entre peemedebistas há reclamações, como as que têm sido feitas pela líder do partido na Assembleia, a deputada Silvana Oliveira. Outros membros da sigla na Casa preferem o silêncio e não o criticam, mas também não fazem a defesa do presidente.
“Eu entendo que o mínimo que o partido deveria fazer seria se desligar desse mal. O partido não poderia tolerar isso. Não sofrerei avaliação nas urnas sem expor o que penso”, diz Silvana.
Fonte: Blog do Edison Silva

domingo, 19 de novembro de 2017

Morro do Cabrito e seu principal protagonista

Toda cidade tem seus tipos populares. Ipueiras tem os seus. Em 12 de dezembro de 1970 um “baixinho” bom de prosa, vindo das bandas do município de São Benedito chegava na terra do “lugar raso” – Ipueiras. Todos o conhecem pelo apelido de “Cabrito”. Francisco Mauricio de Oliveira, hoje com 71 anos, viúvo, é pai de 11 filhos. Tem orgulho da sua origem e faz questão de mencionar que tem até filho “Dotô adevogado”.  

A história deste cearense nos permite o encantamento pelos ipueirenses mais comuns. Um septuagenário que entrou para narrativa de Ipueiras, se emociona com o apoio recebido pelo Cel. Meton, Seu Cazuza Sampaio e muitos outros amigos em tempos difíceis nas décadas de 70 e 80.

Tudo começou quando Francisco, que até então era conhecido pelo seu prenome, foi morar no “Morro da Chica Baú”. Aquele moço franzino tinha o hábito de sentar-se em uma pedra no alto do morro todo final de tarde após chegar do trabalho. Com uma garrafa de café na mão e um copo, era ali que ele descansava e passava horas contemplando a cidade.

O comportamento do rapaz logo chamou a atenção dos moradores, em especial, do senhor Meton Nunes Alexandre, este, sempre visitava a comunidade. Certo dia, Meton se aproximou do morador e o advertiu dizendo: “Quem vivi em cima de pedra é cabrito”. Daquele dia em diante, Francisco saia de cena para dar lugar ao apelido que o tornaria conhecido por “Cabrito” em todo município.

Foto: Paulo Emerson

Como forma de homenageá-lo, em 7 de setembro de 2006, na primeira gestão do prefeito Nenem do Cazuza, foi celebrado uma grande festa no Centro Comunitário Simão Alves da Costa. O “Morro Chica Baú” ganhava nova nomenclatura a partir daquele dia, passaria a ser chamado “Morro do Cabrito”. O local absorveu seu jeito de ser, de andar, de olhar do protagonista.

Carlos Moreira é radialista 
Eunício destaca seu relacionamento com Cid Gomes

O senador Eunício Oliveira, na entrevista que concedeu na sexta-feira, no Palácio da Abolição, fez questão de dizer que sua relação com o ex-governador Cid Gomes, “sempre foi republicana, visando o interesse do Ceará”. Cid e Eunício  foram aliados por alguns anos e romperam em 2014 quando Cid, ainda governador, negou apoio ao senador para ser o seu candidato a governador, lançando Camilo Santana, com quem Eunício disputou em 2014.
Eunício ainda não conversou com Cid Gomes sobre a coligação para 2018, mas todas as suas conversas com o governador Camilo Santana, com o prefeito Roberto Cláudio, e com o presidente da Assembleia, são do conhecimento e aprovo de Cid.
“Estivemos em uma disputa política local em 2014, e eu nunca, em nenhum momento, desrespeitei a pessoa, o ser humano e o cidadão Camilo. A recíproca é verdadeira, e eu nunca fui desrespeitado”. De acordo com ele, há uma convergência de ideias em prol do Estado do Ceará. “Essa aliança não pode servir apenas para beneficiar ou reeleger A ou B”.
O senador ressaltou ainda que sendo de interesse do povo cearense, a parceria, que hoje é apenas administrativa, poderá evoluir para algo mais consistente, como aliança político-partidária. Ele afirmou ainda que não vê qualquer impedimento nisso. “A relação com o governador e com o prefeito tem sido respeitosa, assim como foi com o ex-governador Cid Gomes. Sempre foi republicana, visando o interesse do Ceará”.

Fonte: Blog Edison Silva
Guimarães Rosa, recriador da linguagem literária brasileira, morria há 50 anos

Há meio século, em 19 de novembro de 1967, morria o escritor João Guimarães Rosa, apenas três dias depois de assumir a cadeira número 2 da Academia Brasileira de Letras (ABL). Ele havia sido eleito quatro anos antes, por unanimidade, em 1963. No auge da carreira, o autor consagrado por sua recriação da linguagem da literatura temia a emoção de tomar posse como acadêmico e, de fato, um infarto o matou aos 59 anos de idade.
Naquele mês de novembro de 1967, os jornais da época destacavam o fato de que, em uma mesma semana, a filha do autor mineiro, Wilma Guimarães Rosa, lançaria seu primeiro livro, Acontecências, no dia 13, e três dias depois, seu pai tomaria posse na ABL.
“Eram duas maravilhosas acontecências em nossas vidas, eu lançando meu primeiro livro e meu pai tendo o coroamento da carreira literária dele. Infelizmente, para nossa tristeza, no domingo, Dia da Bandeira que ele tanto reverenciava, Deus o chamou. Foi uma semana que começou linda, mágica, entusiasmante, e terminou de um modo trágico para todos nós, família, amigos, leitores, admiradores. Porém, resta o consolo da frase que meu pai proferiu, junto com o discurso de posse na Academia Brasileira de Letras: as pessoas não morrem, ficam encantadas”, relembra Wilma, em depoimento na página do Facebook da editora Nova Fronteira, há três décadas responsável pela publicação da obra de Guimarães Rosa.
Em vários pontos do país, homenagens estão programadas para lembrar a data. Em Belo Horizonte, a Praça Guimarães Rosa, no bairro Cidade Nova, será reinaugurada hoje (19), passando a contar com uma estátua do autor. Também neste domingo, em São Paulo, a Livraria da Vila, no bairro dos Jardins, recebe a partir das 11h atores, entre eles Lima Duarte, para leituras de trechos do romance Grande Sertão: Veredas; às 16h, a escritora Noemi Jaffe dá uma palestra sobre o autor no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) da capital paulista.
Já no CCBB do Rio de Janeiro a homenagem será em janeiro de 2018, quando o centro cultural receberá o espetáculo/instalação Grande Sertão: Veredas, da diretora Bia Lessa. O espetáculo marca o reencontro de Bia com a encenação teatral – sua última peça foi Exercícios nº 2: formas breves, em 2009 – e com a obra do escritor mineiro: em 2006, ela foi a responsável pela exposição com o mesmo título do romance que inaugurou o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo.
Travessia
Nascido em Cordisburgo (MG), em 27 de junho de 1908, João Guimarães Rosa se mudou aos 10 anos para Belo Horizonte, onde se formou em Medicina em 1930 e começou a trabalhar como capitão médico da Força Pública do Estado de Minas Gerais. Um ano antes da formatura, porém, ele já havia tido sua estreia literária, com a publicação na revista O Cruzeiro do conto O mistério de Highmore Hall.
Em 1936, a coletânea de versos Magma, obra inédita, recebe o Prêmio Academia Brasileira de Letras, com elogios do poeta Guilherme de Almeida (1890-1969). Nessa época, Guimarães Rosa já havia iniciado a carreira de diplomata, na qual ingressara por concurso em 1934.
Ao longo das duas décadas seguintes, foi sucessivamente cônsul em Hamburgo, na Alemanha; secretário de embaixada em Bogotá, na Colômbia; chefe de gabinete do ministro João Neves da Fontoura (a quem viria a suceder, na ABL), e representante brasileiro em conferências de Paz e da Unesco, em Paris. Em 1951, voltou ao Brasil e foi nomeado novamente chefe de gabinete do chanceler João Neves da Fontoura, e depois chefe da Divisão de Orçamento (1953) e do Serviço de Demarcação de Fronteiras do Itamaraty.
Paralela à carreira de diplomata, a de escritor já lhe havia garantido lugar de destaque na literatura brasileira desde 1946, com a publicação do livro de contos Sagarana. As inovações na linguagem, a estrutura narrativa e a riqueza nos simbolismos são características que marcam o novo significado da temática regionalista na literatura brasileira, trazido pelos contos de Guimarães Rosa.
Em 1952, o escritor fez uma longa excursão a Mato Grosso, que o colocou em contato com os cenários, os personagens e as histórias que ele iria recriar em sua obra-prima, o romance Grande Sertão: Veredas , lançado em 1956, juntamente com o ciclo novelesco Corpo de Baile . Indiscutivelmente um dos mais importantes textos da literatura brasileira e mundial, o livro foi o único brasileiro, entre obras de escritores de 54 países, a ser incluído em um ranking publicado em 2002 na Noruega dos 100 melhores romances do mundo.
Na tarefa de experimentar e recriar a linguagem literária, Guimarães Rosa inventou vocábulos, utilizou arcaísmos e palavras populares e recorreu a inovações semânticas e sintáticas. Primeiras Estórias (1962), Campo Geral (1964) e Tutaméia – Terceiras Estórias (1967) foram outras obras desse escritor universal, traduzido e publicado em diversas línguas, adaptado para o cinema e a televisão e detentor de vários prêmios literários.
Fonte: Jornal do Brasil

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Paraná e Ceará conseguem acesso e definem novos clubes da Série A

Já estão definidos os quatro times que subirão para a Série A do Campeonato Brasileiro.

Com a vitória do Paraná sobre o CRB neste sábado (18), por 1 a 0, o time chegou a 63 pontos e garantiu sua vaga para o próximo ano.

Por causa da soma dos resultados obtidos na 37ª rodada, o Ceará conseguiu a última vaga para a Série A antes mesmo de entrar em campo nesta rodada. O time joga nesta noite (18) contra o Criciúma, em Santa Catarina.

Os outros dois clubes que já tinham conseguido a classificação são América-MG e Internacional. O time gaúcho venceu neste sábado o Goiás por 2 a 0.

Como o clube mineiro empatou em 0 a 0 com o Londrina, também neste sábado, a distância entre o líder e o segundo colocado caiu de 4 para 2 pontos, e a decisão de quem ganhará o campeonato vai ficar para a última rodada.

O Londrina e o Oeste, que também lutavam pelo acesso à elite do futebol brasileiro, não venceram suas partidas e perderam a chance de subir.

Fonte: Folhapress