sexta-feira, 22 de junho de 2018

A empresa mais conceituada em Marketing Multi Nível do Brasil, "Crescer Livre", chega com tudo em Crateús

Sucesso de público e crítica, a empresa Crescer Livre apresentou seu plano de negócios em Crateús nessa quinta-feira (21), para mais de 150 pessoas. O lançamento, considerado o maior já realizado no interior do Ceará, teve a participação dos líderes: Halison Gontijo, Isaac Liborio e Juliana Soares. A abertura do evento foi realizada pelo anfitrião do encontro, Wendson Borges.


Há mais de um ano no mercado, a Crescer Livre está inovando o conceito de varejo e de marketing de consumo no Brasil.


Marketing de Rede

O marketing multi nível, ou de rede/consumo, é um modelo de remuneração utilizado para manter a força de vendas de produtos e serviços, onde o pagamento de comissões, bônus ou prêmios são destinados não só ao profissional que faz a venda como também a sua linha patrocinadora. 

Confira o convite dos líderes para a inauguração do Centro de Distribuição da Crescer Livre em Iguatu-Ce:


Carlos Moreira é radialista 

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Quatro nomes definidos para disputar corrida ao Governo do Ceará

A menos de um mês do início do período das convenções partidárias, as chapas que vão disputar o Palácio da Abolição começam a ganhar contornos. Das siglas que já anunciaram pretensão de lançar candidato, quatro definiram nomes.

Além do governador Camilo Santana (PT), que concorre à reeleição, estão no páreo General Theophilo (PSDB), o bancário Ailton Lopes (Psol) e o advogado Hélio Góis (PSL), último a figurar como postulante.

O Partido Novo convidou um empresário filiado à legenda para entrar na corrida ao Governo do Ceará, mas, até agora, seu nome não foi revelado. De acordo com o presidente da sigla no Estado, Jerônimo Ivo, trata-se de militante com perfil de administrador, “um outsider que ainda está avaliando o cenário” antes de avaliar se aceita o desafio.

Há pouco mais de dois meses, Geraldo Luciano, vice-presidente do M. Dias Branco, assinou a ficha de filiação ao Novo. Procurado pelo O POVO, porém, Luciano negou que tenha sido convidado pela executiva da agremiação para se candidatar.

Entre 2002 e 2010, o número de concorrentes ao Governo do Estado variou entre seis e sete, mas caiu para apenas quatro em 2014.

Não é apenas a cabeça da chapa que mobiliza as negociações partidárias. A dois meses do começo do horário eleitoral, os postos de vices nas composições ainda são uma grande incógnita na maior parte dos blocos. Alem disso, os nomes para as duas vagas ao Senado também alimentam discussões nas legendas.

É o caso do bloco PT/PDT, cujo postulante, o ex-governador pedetista Cid Gomes, pode sair sozinho ao Senado para dar espaço a Eunício Oliveira (MDB), presidente do Congresso. Uma ala do PT, entretanto, pressiona para que a sigla apresente um candidato à vaga ociosa, rifando o senador emedebista.

No PSDB/Pros, há dois candidatos praticamente consolidados ao Senado: o tucano Luiz Pontes e Luís Eduardo Girão, do Pros. Pela chapa Psol/PCB, vão concorrer às cadeiras na Casa Jamieson Simões (Psol) e Benedito Oliveira (PCB). O Novo não vai lançar nome para a briga. E o PSL, partido do pré-candidato Jair Bolsonaro, ainda não decidiu sobre a candidatura. PSL Segundo o calendário da Justiça Eleitoral, os partidos têm entre 20 de julho até 5 de agosto para realizar convenções e definir os postulantes que participam do pleito deste ano. O início da propaganda gratuita no rádio e na TV é 31 de agosto.

15/8

Limite para os partidos e as coligações apresentarem junto à Justiça Eleitoral o requerimento de registro de candidatos

CHAPAS NA DISPUTA MAJORITÁRIA

PT/PDT

Governador: Camilo Santana (PT)

Senadores
Cid Gomes (PDT)
2ª vaga indefinida

PSDB/Pros

Governador: General Theophilo

Senadores
Luiz Pontes (PSDB)
Luís Eduardo Girão (Pros)

Psol/PCB

Governador: Ailton Lopes (Psol)

Senadores
Jamieson Simões (Psol)
Benedito Oliveira (PCB)

Partido Novo

Governador: candidato ainda indefinido

Senadores: o partido não vai lançar nomes ao Senado

PSL

Governador: Hélio Góis

Senadores

Ainda por definir 

Fonte: O Povo
Ratos

Eles dizem gostar de mulher, mas são misóginos.

Trocam putarias no celular, expõem partes do corpo feminino como se não existisse o todo, alardeiam a sua virilidade, realizam a competição de quem come mais e de quem mente mais. Contam vantagem entre amigos, apenas entre amigos, porque desejam unicamente a aprovação de um outro homem, não sabem enfrentar uma mulher.

Eles odeiam a mulher. Eles temem a mulher. Eles morrem de receio da mulher.

São covardes. Aproveitam-se de uma mulher só quando está desacompanhada, bêbada, desacordada. Só quando ela não entende o idioma.

Exploram as boas intenções de uma estrangeira para cantar em coro desaforos e fazê-la de idiota.

Idiotas são eles, roedores de restos.

Acham engraçada a violência, pois não possuem educação para se destacar. Guincham. Absolutamente guincham dentro de suas gargalhadas.

São os assediadores compulsivos, os estupradores do inconsciente.

Aqueles que pingam Boa-noite Cinderela no copo de desavisadas, já que conversando não têm chance nenhuma.

Aqueles que forçam um relacionamento, forçam sexo e não escutam as vogais de um não.

Aqueles que juram que dinheiro compra amor, compra silêncio, compra impunidade.

Eles perderam o direito de ter uma mãe. Perderam a chance de ter uma mãe. Perderam a decência de ter uma mãe. Saíram de um esgoto, não de um ventre.

Constrangem e humilham sempre em bando. Sozinhos, acabam sendo medrosos.

São capazes das maiores brutalidades para soar engraçados, para ganhar a simpatia do seu circo de colegas.

Não são homens, mas ratos.

Fabrício Carpinejar  é jornalista
Conheça 5 plataformas que ajudam a conhecer melhor os políticos e suas propostas

Nos últimos seis anos foram, foram solicitados mais de 610 mil pedidos de acesso à informação, segundo o Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União. Isso revela que a população está cada vez mais de olho na gestão pública e nos parlamentares.
Desde 2009, o Brasil se adequou à Lei Complementar 131, também conhecida como Lei da Transparência para dar maior credibilidade e fiscalização sobre os gastos públicos. Além do Portal da Transparência, o Congresso Federal também disponibiliza informações de gastos e atuação por meio de seus sites oficiais.
Para ajudar o eleitor, separamos cinco plataformas digitais que auxiliam no acesso à informação de forma clara e compreensível para a população. Essas plataformas analisam e compilam dados para que qualquer pessoa saiba e entenda o que os políticos fazem no dia a dia. Conheça abaixo:
Ranking dos Políticos: Ranking Político atua na classificação e compliance do setor público, por meio de ferramentas tecnológicas que compila dados dos parlamentares e apresenta em seu portal com avaliações e pontuações. Todas as informações publicadas no Ranking são públicas, disponíveis nos sites oficiais do Senado, Câmara dos Deputados, portal da Transparência e dos Tribunais de Justiça. Os critérios utilizados pelo Ranking são técnicos, levando em conta fatores como assiduidade, gastos da cota parlamentar, processos judiciais e atuação legislativa.
Vigie Aqui: Vigie Aqui é uma ferramenta lançada pelo Instituto Reclame Aqui, que destaca, em qualquer site, os nomes de políticos que ocupam ou ocuparam cargos eletivos, além de Ministros de Estado, com pendências na Justiça. Com apenas três cliques, você instala o plugin do Vigie Aqui em seu navegador e pronto. Basta navegar normalmente que, sempre que o nome de um político condenado, processado ou investigado aparecer, o Vigie Aqui grifa ele de roxo. Depois, é só passar o mouse por cima do nome para conferir a ficha judicial do político.
Transparência Brasil: A Transparência Brasil foca sua atuação na busca pela integridade do poder público, principalmente por meio do aumento da informação disponível. Seu trabalho é dividido em duas áreas: monitoramento das instituições e advocacy. É também uma das principais ONG’s de combate à corrupção do país. Como representantes da sociedade civil, fazem parte dos conselhos de Transparência da Controladoria Geral da União, do Senado Federal e do governo do Estado de São Paulo.
Artigo 19: Artigo 19 é uma organização não-governamental de direitos humanos nascida em 1987, em Londres, com a missão de defender e promover o direito à liberdade de expressão e de acesso à informação em todo o mundo. Seu nome tem origem no 19º artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU. Com escritórios em nove países, a Artigo 19 está no Brasil desde 2007, e desde então tem se destacado por impulsionar diferentes pautas relacionadas à liberdade de expressão e informação.
Projeto Brasil: O Projeto Brasil é uma Organização Não Governamental que busca dar transparência a questões importantes para os eleitores brasileiros fazerem escolhas mais informadas sobre os candidatos aos cargos eletivos
majoritários como prefeitos, governadores e Presidente. Além disso, o site possibilita comparar as ideias de até três candidatos simultaneamente. As propostas dos planos de governo foram divididas por assuntos como segurança pública, economia, educação entre outros.

Fonte: Tribuna do Ceará 
Crateús: MPF propõe ação contra instituição de ensino por oferta irregular de cursos

O Ministério Público Federal (MPF) em Crateús (CE) ingressou com ação na Justiça Federal para suspender, a oferta de cursos profissionalizantes ministrados pelo Educando Instituto Gênesis de Formação e Educação de Executivos Ltda-ME no município de Crateús e região.
A ação fundou-se no apurado em procedimento administrativo, instaurado com base na denúncia de estudantes, no qual se comprovou que o instituto, em parceria com a Sociedade de Ensino Superior de Patos de Minas Ltda EPP, mantenedora da Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde (Faculdade SESPA), realizou publicidade enganosa, tendo em vista que os cursos de extensão universitária estavam sendo divulgados, em campanhas publicitárias, de maneira nivelada aos cursos de graduação superior, levando os alunos a erro.
“Percebe-se claramente a violação aos direitos dos consumidores, considerando que os réus ludibriaram os alunos, fazendo-os crer que, ao final do curso, poderiam obter os diplomas de nível superior”, afirma o procurador da República Adalberto Delgado Neto, autor da ação que tramita na Justiça Federal.
Além da suspensão dos cursos ofertados pelo Instituto Gênesis em Crateús e demais municípios abrangidos pela 22ª Subseção Judiciária, o MPF pede que a entidade deixe de realizar vestibulares e novas matrículas. Contra o Instituto Gênesis e a Faculdade Sespa há ainda pedido de condenação em danos morais coletivos, no valor de R$ 100 mil, e fixação de indenização por danos materiais aos alunos prejudicados.
Número do processo para consulta:
0807719-29.2018.4.05.8104

Fonte: A Noticia do Ceará 

quarta-feira, 20 de junho de 2018

O Brasil é o país que mais cassa mandatos de prefeitos no mundo, afirma estudo

O Brasil é o país que mais cassa mandatos eleitorais de prefeitos no mundo. A informação é do advogado e funcionário da Justiça eleitoral Frederico Alvim e do advogado e especialista em direito eleitoral Luiz Fernando Pereira, que apresentaram um estudo durante um congresso nacional de direito eleitoral que acontece em Curitiba. Segundo os advogados, desde 1999, quando começou a vigorar a possibilidade de cassação de mandato por compra de votos, o Brasil cassa em média 5% dos prefeitos eleitos a cada pleito.
O motivo, segundo os advogados, seria o “salto hermenêutico” dada pela legislação, que permite que se casse mandato pela compra de um único voto, sem que se comprove o dano eleitoral. Entende-se, por lá, que isso seria uma punição contra-majoritária, contra o desejo do eleitorado”, argumentou Pereira.
“Talvez tenhamos que um dia pedir desculpas aos milhares de cassados nos últimos 20 anos”, afirma o advogado.
Redação Primeira Coluna
“Ciro é o único que se move com primor no tabuleiro”, diz Andreazza

Colunista do O Globo, Carlos Andreazza, de pensamento liberal e conhecido editor de livros de literatura brasileira da editora Record, avalia que Ciro é o que melhor se move no tabuleiro eleitoral. Porém, com a necessária pressa para se firmar como candidato de esquerda antes der Lula bancar o candidato do PT. Vejam um trecho do artigo de hoje assinado por Andreazza (os mais velhos lembram do sobrenome. Sim, Carlos é neto de Mário, o ministro dos transportes de três governos militares).
A esquerda estará no segundo turno. O padrão demográfico do Brasil explica. Ciro Gomes sabe disso. Daí a sua pressa. Ele sabe também que precisa se consolidar — como opção esquerdista viável, competitiva — antes de o momento vindouro em que Lula indicará seu candidato. Porque o PT terá candidato — um petista. Trata-se de questão estratégica para a sobrevivência do partido, vencedor das últimas quatro eleições presidenciais, que contempla e até trabalha com a possibilidade (grande) de afinal ser derrotado, mas que não pode arriscar a hegemonia sobre a esquerda brasileira erguida no curso de quase 40 anos. É o que está em jogo, para muito além da eleição.
Ciro sabe, pois, que são remotíssimas as chances de o PT apoiá-lo no primeiro turno. Em troca de quê? Daí a sua pressa. Pressa e cálculo. Único que ora se move, e com primor, num tabuleiro eleitoral de resto engessado, ele sabe que precisa estar robusto — estruturado, com alguma aliança claramente percebida como de esquerda, donde o cortejo a PSB e PCdoB — para quando, logo adiante, as especuladas e fraquíssimas hipóteses de candidatura petista se converterem, sob a palavra do ex-presidente, no candidato de Lula. É erro grave apoucar a capacidade de transferência de votos de um homem que, mesmo preso, há dois meses mantém estáveis 30% em pesquisas de intenção de voto, dois terços dos quais declaradamente dispostos a migrar para o indivíduo que apoiar — seja quem for o ungido, com considerável probabilidade de avançar à segunda rodada se superar a casa dos 15%. Alguém duvida?
Fonte: Focus 
Ex-governador Cid Gomes retira processo contra jornalista Ricardo Boechat

Publicado no Diário de Justiça do dia 13 de junho, foi homologado pedido de desistência do processo que Cid Gomes movia contra o jornalista Ricardo Boechat. As informações são do site do Tribunal de Justiça do Ceará.

O então governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), movia processo judicial contra o jornalista Ricardo Boechat, da emissora de rádio Bandnews. Em comentário no mês de janeiro de 2013, Boechat chamou Cid de canalha devido à contratação da cantora baiana Ivete Sangalo para a inauguração do Hospital Regional Norte, em Sobral.

No comentário que provocou a ação, o jornalista questionou a postura da cantora baiana por ter aceito fazer o show e, embora ressalte que ela faz jus ao cachê, a artista deveria observar a natureza do contrato. Neste momento, ele passa a se deter sobre a postura de Cid. “Será que a saúde pública do Ceará pode dispor desse dinheiro prum espetáculo? Será que eu (Ivete, ao aceitar fazer o show) não tô entrando, sem perceber, na lógica canalha desses políticos, que acham que dinheiro público é pra isso? Como canalha é esse governador do Ceará. Porque isso é uma canalhice”.

Na época da polêmica, questionado pelo site Comunique-se, que faz análise de conteúdos jornalísticos, Boechat disse que profissionais de imprensa são muito cerimoniosos  ao criticar políticos. “O Ceará é um estado miserável e analfabeto. Como um cara pega um jatinho e vai para a Europa com o dinheiro desse contribuinte? É um canalha, um canalha reincidente”.

Fonte: O Povo

terça-feira, 19 de junho de 2018

TiTe: O professor

E se o Tite é El Profesor de Casa de Papel? E premeditou os erros da Seleção Brasileira com antecedência maquiavélica? E somente criou pistas falsas?

Se ele imaginou os desdobramentos da partida com a Suíça? Se ele previu que Neymar seria caçado e sofreria dez faltas - e fez questão que ele, o seu comandante na Casa da Moeda, o seu Berlim, monopolizasse a atenção dos seus defensores?

Se ele pediu para Neymar mudar o corte de cabelo, assim formaria um novo fato, um golpe publicitário, e desviaria o foco do que aconteceria em campo?

Se ele planejou os erros de arbitragem para denunciar que nada adiantaria a retaguarda do juiz de televisão porque quem manda é o árbitro em campo? Se foi uma armação inclemente, enquanto todos só elogiavam a tecnologia, para mostrar que o futebol não é exato? Curioso que o goleiro Alisson (Oslo) não tenha saído na pequena área (será que ele recebia ordens?).

Se ele treinou o chute indefensável de Philippe Coutinho, o seu Rio, de fora da área para demonstrar o poder bélico?

Se ele mandou Paulinho, o seu Denver, desaparecer para as suas infiltrações não serem mais manjadas?

Se não foi ansiedade, mas nervosismo calculado de atores?

Se ele deixou intencionalmente o lado direito do Brasil capenga com Danilo, para que os adversários tentem atacar por lá nas próximas partidas e ele possa articular ciladas?

Se ele forçou o empate com a Suíça para tirar o favoritismo das costas da seleção e surpreender com mais eficácia no restante dos confrontos? Afinal, não pôs nada a perder, era o oponente mais difícil do grupo; ganhando da Costa Rica e da Sérvia ainda obtém a liderança da chave. Melhor do que treino fechado para preservar segredos é o jogo aberto e ensaiado para confundir.

Se ele arquitetou o tropeço para readquirir a liberdade de ação, usou do blefe com o objetivo de diminuir as expectativas e elevar a confiança do plantel?

Se ele, ciente dos pontos perdidos dos favoritos como Alemanha, Argentina e Espanha, não quis se destacar demais para não aumentar a pressão?

Se ele fez um país inteiro de refém para ter mais tempo para produzir a réplica da taça de ouro da FIFA?

Se ele está sabendo de tudo com os seus mapas e máscaras, já pensou nisso?

Não farei spoiler, acompanhe o próximo episódio na sexta.

Fabrício Carpinejar é jornalista
Publicado decreto que atualiza os valores das modalidades licitatórias

Aguardado por muitos, o Decreto nº 9.412/2018 atualiza os valores das modalidades de licitação em 120% (cento e vinte por cento) em relação aos patamares atualmente praticados.
Os referidos limites encontravam-se congelados há 20 anos, o que os tornavam significativamente defasados e, por vezes, obrigava a Administração a realizar certames com custos superiores ao valor contratado.
Como ficaram os limites das modalidades da Lei nº 8.666/1993?
Especificamente, o Decreto nº 9.412/18 atualiza os valores estabelecidos nos incisos I e II do caput da Lei de Licitações.
Contratação de obras e serviços de engenharia.
Em certames destinados à contratação de obras e serviços de engenharia, será permitida a realização de Convite quando o valor da contratação for estimado em até R$ 330.000,00 (trezentos e trinta mil reais).
Nas hipóteses em que a Administração, durante a fase interna do procedimento, estimar a contratação em até R$ 3.330.000,00 (três milhões e trezentos e trinta mil reais), poderá utilizar a modalidade Tomada de Preços.
Por fim, a Concorrência deverá ser utilizada para contratação de obras e serviços de engenharia cujos valores estimados superarem R$ 3.330.000,00 (três milhões e trezentos e trinta mil reais).
Demais objetos
Para compras e serviços que não sejam obras ou serviços de engenharia, será permitida a realização de Convite quando a aquisição ou a contratação forem estimadas em até R$ 176.000,00 (cento e setenta e seis mil reais).
Caso o valor estimado da compra ou do serviço a ser contratado for de até R$ 1.430.000,00 (um milhão, quatrocentos e trinta mil reais), a modalidade Tomada de Preços poderá ser utilizada.
A Concorrência, por sua vez, deverá ser a modalidade para objetos cujo valores estimados forem superiores a R$ 1.430.000,00 (um milhão, quatrocentos e trinta mil reais)..
E a dispensa de licitação por valor?
Apesar de a redação do Decreto nº 9.412/2018 não indicar, de maneira expressa, a alteração dos limites para a contratação direta de pequeno valor, esses também foram afetados em razão da vinculação que os incisos I e II do art. 24 da Lei nº 8.666/93 estabelecem com os limites da modalidade Convite:
Art. 24. É dispensável a licitação:
I – para obras e serviços de engenharia de valor até 10% (dez por cento) do limite previsto na alínea “a”, do inciso I do artigo anterior, desde que não se refiram a parcelas de uma mesma obra ou serviço ou ainda para obras e serviços da mesma natureza e no mesmo local que possam ser realizadas conjunta e concomitantemente;
II – para outros serviços e compras de valor até 10% (dez por cento) do limite previsto na alínea “a”, do inciso II do artigo anterior e para alienações, nos casos previstos nesta Lei, desde que não se refiram a parcelas de um mesmo serviço, compra ou alienação de maior vulto que possa ser realizada de uma só vez;
Assim, atendidos os requisitos dos incisos acima referidos, será permitida a contratação direta para obras e serviços de engenharia com valores até R$ 33.000,00 (trinta e três mil reais).
Além disso, para os demais serviços e compras, a dispensa de licitação poderá ser realizada até o limite de R$ 17.600,00 (dezessete mil e seiscentos reais)..
Os novos limites já estão valendo?
Não. O art. 2º do Decreto nº 9.412/18 estabelece o início de sua vigência somente após 30 (trinta) dias a contar da data de sua publicação, ocorrida em 19 de junho de 2018.
Confira o lançamento do livro “Licitações e Contratos nas Empresas Estatais”
Segue, abaixo, a íntegra do decreto:
DECRETO Nº 9.412, DE 18 DE JUNHO DE 2018
Atualiza os valores das modalidades de licitação de que trata o art. 23 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 93.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 120 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 93, DECRETA:
Art. 1º Os valores estabelecidos nos incisos I e II do caput do art. 23 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, ficam atualizados nos seguintes termos:
I – para obras e serviços de engenharia:
a) na modalidade convite – até R$ 330.000,00 (trezentos e trinta mil reais);
b) na modalidade tomada de preços – até R$ 3.300.000,00 (três milhões e trezentos mil reais); e
c) na modalidade concorrência – acima de R$ 3.300.000,00 (três milhões e trezentos mil reais); e
II – para compras e serviços não incluídos no inciso I:
a) na modalidade convite – até R$ 176.000,00 (cento e setenta e seis mil reais);
b) na modalidade tomada de preços – até R$ 1.430.000,00 (um milhão, quatrocentos e trinta mil reais); e
c) na modalidade concorrência – acima de R$ 1.430.000,00 (um milhão, quatrocentos e trinta mil reais).
Art. 2º Este Decreto entra em vigor trinta dias após a data de sua publicação.
Brasília, 18 de junho de 2018; 197º da Independência e 130º da República.
MICHEL TEMER
Redação Primeira Coluna